Capitão do ‘Costa Concordia’ recorre de despedimento
O capitão do navio de cruzeiro ‘Costa Concordia’, que naufragou em Janeiro passado junto à costa da Toscânia (Itália), recorreu do processo de despedimento determinado pela proprietária do paquete, divulgou nesta quarta-feira a comunicação social italiana. <br/><br/>
Segundo o diário ‘La Repubblica’, que cita fontes da empresa de cruzeiros e o advogado de Francesco Schettino, Bruno Leporatti, o despedimento do capitão do ‘Costa Concordia’ foi formalizado pela companhia em finais de Julho.
O jornal italiano referiu que Schettino considera que a decisão da empresa não está justificada e pede a sua readmissão nos quadros da Costa Cruzeiros, bem como exige os salários em atraso.
Por sua vez, de acordo com a mesma notícia, a Costa Cruzeiros considera que o então capitão do navio violou as normas da empresa e da navegação marítima na noite em que o ‘Costa Concordia’ naufragou em frente à ilha italiana de Giglio, com 4.200 pessoas a bordo.
O acidente provocou a morte de 30 pessoas e dois passageiros continuam até à data desaparecidos.
Francesco Schettino, que durante vários meses esteve em prisão domiciliária, encontra-se em liberdade desde 5 de Julho, sendo obrigado a comparecer de forma regular perante as autoridades da sua área de residência, em Meta di Sorrento (sul). O ex-capitão não pode ausentar-se da sua área de residência sem uma autorização judicial prévia.
Na audiência preliminar sobre o caso, agendada para a próxima segunda-feira para o Tribunal de Grosseto (centro), é previsto que os peritos apresentem relatórios técnicos sobre o navio e forneçam dados sobre a caixa negra da embarcação, informações que poderão dar conta, por exemplo, da eventual mudança de rota ou se a empresa foi alertada do acidente.
Sobre o desempenho de Schettino, a instância judicial irá avaliar, entre outros elementos, as ordens que deu na noite do acidente e as manobras alegadamente irregulares que desencadeou.
A par de Schettino, o Ministério Público de Grosseto investigou outros cinco elementos da tripulação. Todos são acusados de homicídio, naufrágio e abandono de navio.
Também foram investigados três elementos da direcção da empresa Costa Cruzeiros.
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