Chefe da diplomacia alemã nega existir bloqueio a Cuba e pede melhor governação

Cuba enfrenta uma profunda crise energética desde meados de 2024, agravada desde janeiro pelo embargo petrolífero dos Estados Unidos.

21 de junho de 2026 às 23:55
Bandeira de cuba Foto: Pedro Catarino/
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O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão afirmou este domingo que não vê um bloqueio dos Estados Unidos (EUA) contra Cuba e que o pré-requisito para que os cubanos usufruam de maior bem-estar é uma melhor governação.

Um "regime de injustiça" prevalece em Cuba, disse Johann Wadephul, durante um diálogo com cidadãos por ocasião de uma jornada de portas abertas do Governo alemão, que apresentou como exemplo do funcionamento de uma sociedade democrática onde "todos podem expressar a sua opinião sem receio de serem posteriormente perseguidos".

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"Essa seria a primeira coisa que eu diria, como governante alemão, sobre Cuba", observou Wadephul, em resposta à pergunta de um cidadão.

O ministro conservador explicou que Cuba, no passado, "beneficiou muito" dos laços económicos e das importações de petróleo da Venezuela, situação que já não existe "devido a uma decisão do Governo venezuelano".

Para que a população da ilha caribenha viva melhor, o "pré-requisito decisivo" seria que o país fosse "melhor governado", indicou.

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"Não vejo o tipo de bloqueio que está a descrever", disse ao seu interlocutor.

Wadephul manifestou a sua esperança de que o povo cubano possa desfrutar de um futuro melhor e afirmou que a Alemanha está a contribuir para isso "com medidas de ajuda ativas".

O ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, denunciou no sábado que os EUA estão a exercer um "bloqueio total" contra Cuba através de um "plano de estrangulamento económico" que inclui impedir que empresas estrangeiras vendam peças ou tecnologia a centrais termoelétricas cubanas e proibir qualquer empresa no mundo de vender petróleo à ilha.

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O Presidente dos EUA, Donald Trump, em 1 de maio, emitiu uma ordem executiva ameaçando com sanções entidades estrangeiras que operam em setores vitais de energia, defesa, mineração e serviços financeiros na nação caribenha.

Cuba enfrenta uma profunda crise energética desde meados de 2024, agravada desde janeiro pelo embargo petrolífero dos Estados Unidos, com apagões que duram quase 40 horas consecutivas em Havana e até 72 horas contínuas no resto do país, intensificando a crise económica que a ilha enfrentava há seis anos.

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