Presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu uma ordem executiva a 1 de maio ameaçando sanções a entidades estrangeiras que operam nos setores vitais de energia, defesa, mineração e serviços financeiros em Cuba.
O Governo cubano denunciou este sábado que os Estados Unidos estão a impor "um bloqueio total, semelhante a um bloqueio militar", referindo-se ao cerco petrolífero e às sanções reforçadas contra empresas que fazem negócios com o país.
Numa mensagem nas redes sociais, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodriguez, afirmou que os Estados Unidos mantêm um "plano de asfixia económica contra Cuba" que "inclui que empresas estrangeiras não vendam peças ou tecnologias para centrais termoelétricas cubanas" e "impede qualquer empresa do mundo de vender petróleo" à ilha.
Além disso, disse, "sanciona a CUPET", a empresa petrolífera estatal cubana dedicada à extração, refinação e produção de crude na ilha e que, segundo Washington, inclui ativos-chave que foram "ilegalmente expropriados de proprietários norte-americanos".
O Presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu uma ordem executiva a 1 de maio ameaçando sanções a entidades estrangeiras que operam nos setores vitais de energia, defesa, mineração e serviços financeiros no país caribenho.
Além disso, inclui a proibição de entrada em território dos EUA a estrangeiros que tenham mantido ou mantenham relações com entidades governamentais cubanas, estejam envolvidos em violações dos direitos humanos ou atos de corrupção.
Por esta razão, empresas mineiras ou do setor da hotelaria deixaram de operar no país caribenho.
Além disso, Rodríguez sublinhou que os EUA "chantageiam e ameaçam os Estados que mantêm soberanamente acordos de cooperação com Cuba em matérias de saúde".
Nos últimos meses, os governos das Honduras, Guatemala, Jamaica, Antígua e Barbuda, Bahamas, Granada, Guiana e Trinidad e Tobago anunciaram o fim da sua cooperação médica com a ilha ou reformaram os seus termos, devido à pressão norte-americana.
Cuba tem atravessado uma profunda crise energética desde meados de 2024, agravada desde janeiro pelo cerco ao petróleo dos EUA, com apagões de quase 40 horas consecutivas em Havana e até 72 horas consecutivas no resto do país, o que agravou a profunda crise económica que a ilha vinha a arrastar há seis anos.
A economia do Estado está quase totalmente paralisada e estima-se que contrairá pelo menos 6,5% este ano, ao que se deve juntar uma queda acumulada de mais de 15% entre 2020 e 2025.
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