China exige que refinarias privadas mantenham produção "a todo o custo"

Refinarias que reduzirem as taxas de utilização e produção poderão enfrentar cortes nas quotas de importação de petróleo nos próximos anos.

03 de abril de 2026 às 07:44
China exige que refinarias privadas mantenham produção "a todo o custo" Foto: Luís Guerreiro
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A China instou as refinarias privadas do país a manterem os níveis de produção nos mesmos patamares de 2025 "a todo o custo", face ao impacto da guerra no Médio Oriente, avançou esta sexta-feira a Bloomberg.

Segundo a agência de notícias financeiras, que cita fontes anónimas, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, principal órgão de planeamento económico da China, reuniu-se com executivos das empresas para lhes transmitir que a prioridade é garantir o abastecimento interno de combustíveis, mesmo que isso implique prejuízos.

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As refinarias que reduzirem as taxas de utilização e produção poderão enfrentar cortes nas quotas de importação de petróleo nos próximos anos, indicaram as mesmas fontes.

As refinarias independentes chinesas têm sido particularmente afetadas pelo atual contexto, devido à dependência do petróleo adquirido com desconto a países como o Irão, Rússia e Venezuela, normalmente evitado por grandes empresas e vantajoso em períodos de margens reduzidas.

Contudo, as moratórias temporárias dos Estados Unidos sobre sanções impostas ao petróleo iraniano e russo, destinadas a atenuar o impacto da crise energética, acabaram por eliminar descontos para estas refinarias.

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Segundo dados da consultora chinesa JLC International, as refinarias privadas chinesas reduziram recentemente as taxas de utilização para menos de 63% da capacidade, o nível mais baixo desde agosto, registando também as piores margens de refinação desde 2024.

Perante o bloqueio 'de facto' do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 45% do petróleo que importa, a China registou uma das maiores subidas recentes nos preços dos combustíveis, levando os reguladores a intervir para limitar o impacto junto dos consumidores.   

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