China investe 64 milhões em plano de cooperação com países do BRICS
Presidente chinês disse que o bloco "tem que explorar o potencial para cooperação".
A China vai destinar 500 milhões de yuan (64 milhões de euros) para um plano que visa reforçar a cooperação económica e tecnológica com os países do bloco de economias emergentes BRICS, anunciou esta segunda-feira o Presidente chinês.
Durante a inauguração da nona cimeira dos BRICS, que reúne os líderes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, Xi Jinping afirmou que aquele plano visa facilitar os intercâmbios comerciais e de tecnologia entre os países emergentes.
Xi revelou ainda que a China contribuirá com 4 milhões de dólares para a construção das instalações do novo banco de desenvolvimento fundado pelos cinco países do BRICS, cujas obras arrancaram este sábado, em Xangai, a "capital" económica da China.
O Presidente chinês disse que o bloco "tem que explorar o potencial para cooperação", lembrando que de todo o investimento feito no ano de 2016, pelos cinco países, apenas 5,7% foi entre os respetivos mercados.
"Necessitámos de explorar novas áreas e modelos para garantir um progresso sustentável e estável do mecanismo de cooperação", disse Xi Jinping.
O bloco BRICS ganhou expressão pela primeira vez em 2001, quando o economista Jim O'Neill, da Goldman Sachs, publicou um estudo intitulado "Building Better Global Economic BRICs", sobre as grandes economias emergentes.
O grupo reuniu-se pela primeira vez em 2009 - na altura ainda sem a África do Sul - e logo estabeleceu uma agenda focada na reforma da ordem internacional, visando maior protagonismo dos países emergentes em organizações como as Nações Unidas, o Banco Mundial ou o Fundo Monetário Internacional.
Na cimeira em Xiamen participam ainda os líderes do Egito, Guiné, México, Tajiquistão e Tailândia, a convite da China, país anfitrião.
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