China rejeita ameaças americanas sobre aplicação de tarifas

Guo Jiakun afirmou que a China aplica "controlos rigorosos" à exportação de produtos militares, em conformidade com a sua legislação e obrigações internacionais.

13 de abril de 2026 às 10:55
Porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun Foto: Johannes Neudecker/AP
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A China rejeitou esta segunda-feira a ameaça do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 50% sobre produtos chineses caso Pequim forneça armamento ao Irão, defendendo uma política de exportação de material militar "responsável".

O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou, em conferência de imprensa, que a China aplica "controlos rigorosos" à exportação de produtos militares, em conformidade com a sua legislação e obrigações internacionais.

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O responsável acrescentou que Pequim "se opõe a difamações infundadas ou associações maliciosas" relacionadas com alegados envios de equipamento militar ou tecnologia de duplo uso para o Irão.

Trump fez esta advertência durante o fim de semana, numa entrevista à cadeia televisiva Fox News, na qual afirmou que, se Washington detetar esse tipo de transferências, irá impor uma tarifa de 50% sobre os produtos chineses, uma medida que classificou como "uma quantia impressionante".

O líder norte-americano já tinha avisado, um dia antes, que Pequim enfrentaria "grandes problemas" nesse cenário.

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As declarações surgem após notícias de órgãos como a CNN indicarem que os serviços de informações dos Estados Unidos consideram que a China poderá estar a preparar o envio de equipamento militar para o Irão, numa altura em que Teerão procura reforçar as suas capacidades em plena guerra na região.

Este cenário coincide com um período de elevada tensão no Médio Oriente, após semanas de confrontos entre o Irão, os Estados Unidos e Israel, bem como com negociações em curso entre Washington e Teerão para tentar pôr fim ao conflito, iniciadas no fim de semana em Islamabade, sem avanços concretos.

As advertências de Trump surgem também a poucas semanas de uma visita prevista a Pequim para se reunir com o Presidente chinês, Xi Jinping, num contexto marcado por tensões comerciais e tecnológicas entre as duas potências e pelo impacto global do conflito na segurança energética e nas cadeias de abastecimento.

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