Chupeta executou mais de 300 rivais
O narcotraficante Juan Carlos Ramírez Abadia, de 44 anos, detido esta terça-feira pela polícia brasileira, mandou matar mais de 300 pessoas durante a sua carreira de mais de 20 anos no mundo do crime.
‘Chupeta’, como é mais conhecido, ganhou ascendente no mundo da droga graças à crueldade. Depois de entrar no negócio no cartel de Cali, nos anos 80, aliou-se ao cartel de Vale do Norte, onde foi subindo na hierarquia mediante uma política implacável de alianças, traições e assassinatos. “Ele é muito violento e cresceu no narcotráfico traindo os sócios mafiosos, que matou um a um”, confirma Óscar Naranjo, comandante da Polícia Nacional colombiana.
Na Colômbia, Abadia é responsabilizado pela morte de 300 pessoas e nos EUA é acusado de 15 homicídios, na sua maioria de agentes da autoridade.
Naranjo defende que ‘Chupeta’ deveria ser extraditado para os EUA, que já enviaram o pedido ao Brasil. “É importante romper o vínculo entre o chefe e a sua organização”, explica Naranjo, lembrando que, quando esteve detido na Colômbia, entre 1996 e 2002, continuou a chefiar o seu cartel a partir da prisão.
RECOMPENSA MILIONÁRIA
Uma vez que a captura daquele que é considerado o traficante mais violento do Mundo foi realizada pela Polícia Federal brasileira, está por definir o destino a dar à recompensa de cinco milhões de dólares oferecida pelos EUA. Não é de crer, no entanto, que o pedido de extradição já apresentado por Washington venha a ser apreciado em função do referido prémio, tanto mais que a decisão de enviar o traficante para os EUA cabe ao Supremo Tribunal Federal e não à polícia.
Saliente-se que a colaboração internacional permitiu deter, nos últimos dois anos – em Espanha, México, Cuba, Venezuela e, agora, Brasil – cinco dos 12 líderes mais procurados do narcotráfico colombiano.
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