Chuva mata 257 no Rio de Janeiro
Pelo menos 257 pessoas morreram na madrugada desta quarta-feira em três cidades da região serrana do Rio de Janeiro durante uma violenta tempestade que fez cair um volume absurdamente elevado de chuva e provocou o deslizamento de várias encostas e o transbordamento dos rios. A cidade mais afectada foi Teresópolis, onde a edilidade local confirmou na noite desta quarta-feira a morte de 130 pessoas, mas os números, tanto nesta cidade quanto nas outras duas mais atingidas, Petrópolis e Nova Friburgo, aumentam conforme as equipas de socorro avançam no terreno.
Em Petrópolis, pelo menos outras 20 pessoas também perderam a vida, enquanto em Nova Friburgo o número de vítimas fatais contabilizado até à noite desta quarta-feira era de 107. Nesta cidade, três dos mortos eram bombeiros que procuravam sobreviventes nos escombros de um prédio de três andares que ruira horas antes e matara duas outras pessoas.
A chuva caiu de forma ininterrupta e violenta durante toda a madrugada de terça para quarta, apanhando a maior parte da população a dormir. Muitas casas foram arrastadas por toneladas de terra e rocha quando as encostas desmoronaram e ficaram cobertas por montanhas de lama, com os seus habitantes lá dentro. Outras pessoas que conseguiram sair ou estavam na rua foram arrastadas pela correnteza provocada pelo gigantesco volume de água da chuva e dos rios, que transbordaram e invadiram as cidades.
Bombeiros, polícias e homens da Protecção Civil começaram a convergir para a região afectada, que fica a algumas dezenas de quilómetros da cidade do Rio de Janeiro, ainda durante a madrugada. Ao amanhecer, o governador do estado, Sérgio Cabral, requisitou pessoas e equipamentos de várias secretarias e pediu ajuda de helicópteros da Marinha para reforçarem o transporte dos socorristas e dos meios técnicos para a região afectada.
Dilma Rousseff telefonou para Cabral oferecendo ajuda emergencial do governo federal. Nesta quinta-feira, Dilma deve deixar Brasília pela primeira vez desde a sua investidura no passado dia 1 e sobrevoar de helicóptero as cidades mais devastadas, além de se reunir com as autoridades locais para discutir a melhor forma de ajudar.
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