Cidade alemã obrigada a cortar água quente devido à crise do gás russo

Medida surge depois da UE ter definido meta de redução de 15% do consumo de gás russo até à primavera.

28 de julho de 2022 às 22:42
Governo autoriza 867 mil euros até 2024 para projeto do hidrogénio verde Foto: RADOVAN STOKLASA/reuters
Partilhar

A cidade alemã de Hanover viu-se obrigada a desligar a água quente em todos os edifícios públicos como consequência da crise do gás russo. Esta é a primeira cidade a reagir drasticamente às mudanças no fornecimento desta fonte de energia.

Depois de a Alemanha ter avisado a população de que iria haver redução de gás no país e que iria haver cobranças extras nas contas de energia, a cidade de Hanover tornou-se pioneira na tomada de medidas para economizar energia.

Pub

Assim, ficou decidido que a água quente seria cortada em todos os edifícios públicos, como ginásios, piscinas e empresas.

As fontes públicas também foram desligadas, bem como a iluminação noturna que clareava fachadas de edifícios como museus e câmaras municipais.

Pub

As regras também se aplicam ao aquecimento, sendo que este, mais uma vez nos edifícios públicos, estará desligado entre abril e setembro de cada ano e limitado a um máximo de 20ºC para os restantes meses.

Segundo a BBC News, aparelhos portáteis de ar condicionado, aquecedores e radiadores também deixaram de estar permitidos.

Os Ministros da Energia da União Europeia chegaram, na terça-feira, a um acordo político que definiu uma meta de redução de 15% do consumo de gás russo até à primavera, devido ao receio de que haja uma rutura no seu fornecimento. A Alemanha tenta agora aumentar as reservas de energia antes do inverno, já que esta sempre foi muito dependente da fonte de energia proveniente da Rússia.

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar