Cientistas tentam salvar rinoceronte-branco do norte da extinção com embriões 'in vitro'

Embriões foram criados a partir de 10 ovócitos extraídos das duas únicas fêmeas que existem no mundo.

11 de setembro de 2019 às 18:57
Rinocerontes-brancos do norte Foto: Getty Images
Rinocerontes-brancos do norte Foto: Getty Images

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Um consórcio internacional de cientistas e conservadores da natureza anunciou esta quarta-feira que criou com sucesso dois embriões de rinoceronte-branco do norte, uma esperança para a preservação desta subespécie africana quase em extinção.

Os embriões foram criados 'in vitro' a partir de 10 ovócitos (células germinativas) extraídos de duas fêmeas, os únicos exemplares de rinoceronte-branco do norte que existem no mundo, e de esperma retirado previamente (e depois congelado) dos últimos dois machos, um deles morreu em 2018.

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Preservados em azoto líquido (criopreservação), os embriões hão de ser transplantados numa fêmea de rinoceronte-branco do sul, subespécie mais abundante mas que é perseguida por caçadores furtivos, que matam os animais por causa dos seus cornos.

A experiência reprodutiva foi feita num laboratório em Itália, onde os ovócitos, recolhidos em 22 de agosto das duas fêmeas, que vivem numa área protegida no Quénia, foram maturados e fertilizados.

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Após a incubação, sete dos dez ovócitos maturaram e ficaram aptos para fertilização. Decorridos dez dias, apenas dois ovócitos de uma das fêmeas deram origem a embriões viáveis.

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