Colisão de dois buracos negros terá criado novo fenómeno astronómico nunca antes visto

Cientistas estimam que os corpos celestes se uniram para formar um buraco negro 142 vezes maior que o sol.

02 de setembro de 2020 às 18:39
Buraco negro Foto: Observatório Europeu do Sul
Primeira imagem revelada de um buraco negro Foto: Twitter

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O anúncio foi feito esta quarta-feira, porém, o acontecimento surpreendente ocorreu em maio de 2019 quando os detetores de ondas gravitacionais LIGO, nos Estados Unidos, e Virgo, em Itália, captaram o sinal de ondas gravitacionais mais intenso desde que foram criados.

Desde então, astrónomos de todo o mundo têm tentado perceber o que terá ocorrido para gerar ondas gravitacionais tão poderosas.

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A maior parte das teorias aponta para uma colisão entre dois buracos negros que poderão ter gerado um terceiro buraco negro nunca antes visto. 

A colisão entre dois buracos negros já tinha ocorrido, segundo explica o site da National Geographic, há sete biliões de anos, quando dois buracos negros colidiram e fundiram-se num só. 

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De acordo com os investigadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em dois artigos publicados no Physical Review Letters e no The Astrophysical Journal Letters, esta pode ter sido a primeira deteção de um buraco negro "intermediário", com uma massa entre 100 e 1000 vezes superior à do Sol.

O fenómeno batizado GW190521 foi provocado por uma colisão entre dois buracos negros 66 e 85 vezes mais massivos do que o sol que entraram em espiral, unindo-se para formar um terceiro buraco negro 142 vezes mais intenso do que o sol. É o maior acontecimento já detetado por ondas gravitacionais.Ao se fundirem, os dois buracos negros libertaram cerca de oito vezes mais energia do que a contida nos átomos do sol, energia na forma de ondas gravitacionais. Essa quantidade de energia é como lançar mais de um milhão de biliões de bombas atómicas a cada segundo durante 13,8 bilhões de anos, a idade do universo observável.O astrónomo do Caltech, Matthew Graham, que não faz parte das equipas do LIGO ou de Virgo, caracteriza o evento como "provavelmente a maior explosão que já conhecemos no universo".

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