Condenado a prisão perpétua mais mil anos de cadeia
Ariel Castro, o homem que manteve em cativeiro três mulheres durante uma década, deu-se como culpado dos 977 crimes de que era acusado, aceitando prisão perpétua e escapando à pena de morte.
O raptor de Cleveland disse ao tribunal que aceitava o acordo que lhe dá uma pena de prisão de mil anos para além da prisão perpétua, admitindo estar consciente que nunca mais sairá da cadeia. Castro era acusado de 977 crimes e, aceitando o acordo e declarando-se culpado, evita assim a pena de morte.
"Compreende que ao aceitar este acordo, você nunca será libertado da prisão?", perguntou o juiz Michael Russo, durante a sessão de julgamento de hoje, em Cleveland. "Compreendo, sim", respondeu o acusado, sentado de fato laranja entre os dois advogados.
Ariel Castro foi preso a 6 de maio depois de Amanda Berry ter conseguido fugir da casa onde estava presa, nos subúrbios de Cleveland, levando consigo uma filha, nascida em cativeiro.
A polícia entrou depois na casa onde Ariel morava com o irmão e libertou Michelle Knight, de 32 anos, e Gina de Jesus, de 23. As três mulheres tinham sido raptadas separadamente, acorrentadas e repetidamente violadas durante um período de 10 anos.
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