Confirmada pena de morte a jovem racista que organizou massacre nos Estados Unidos

Matou nove pessoas aos 21 anos e nunca mostrou arrependimento. Juízes consideram que sentença não reflete o horror dos crimes.

28 de agosto de 2021 às 09:47
Dylann Roof Foto: POOL New/reuters
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Um tribunal federal dos Estados Unidos manteve a pena de morte a Dylann Roof, de 27 anos, que matou nove negros numa igreja de Charleston, na Carolina do Sul, em 2015. O painel de três juízes que analisou o apelo de Roof criticou a sentença do tribunal distrital, que condenou o supremacista branco em 2017, por ter abusado da discrição e não refletir o total horror do crime.

O norte-americano Dylann Roof, então com 21 anos, professou ódio aos negros e não mostrou arrependimento durante o julgamento. Na sua declaração final, disse que continuava a “sentir que o tinha de fazer”.

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Os três juízes do 4º Circuito Federal de Recursos de Richmond, no estado norte-americano da Virgínia, decidiu por unanimidade contra Roof. “Nenhum registo frio ou análise cuidadosa de precedentes pode capturar todo o horror do que Roof fez”, escreveram os juízes, concluindo que os “seus crimes o qualificam para a pena mais severa que uma sociedade justa pode impor”.

No recurso, os advogados argumentaram que o condenado foi erradamente autorizado a representar-se a si próprio, o que impediu o júri de ouvir provas sobre o seu estado mental.

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Dylann Roof disparou contra nove membros da congregação negra da Carolina do Sul, na Igreja Metodista Episcopal Emanuel, que participavam numa aula de estudo bíblico. Terá sido um antigo professor que advoga a separação de raças, Paul Fromm, a inspirar Roof. 

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