Controladas frentes em Madrid e Ávila após "noite muito positiva"
Unidade Militar de Emergências de Espanha informou que permanecem "cabeças ativas" por controlar "em que se está a trabalhar".
O combate aos incêndios nas regiões espanholas de Madrid, Ávila e Toledo teve uma "noite muito positiva", foram controladas várias frentes de fogo, mas ainda há "horas complexas" pela frente, disseram este domingo as autoridades.
"Temos pela frente horas complexas. É verdade que esta noite foi muito positiva em relação à evolução do incêndio, o seu controlo. Vamos ver como se desenvolve o dia de hoje", disse o primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, em declarações aos jornalistas no posto de comando ao fogo que atinge esta zona no centro do país, situado em Navaluenga, Ávila.
A Unidade Militar de Emergências (UME) de Espanha, que está a coordenar o combate a este incêndio, revelou que, após os trabalhos no terreno durante a noite e a madrugada, "todas as frentes estão contidas", mas permanecem "cabeças ativas" por controlar "em que se está a trabalhar", não estando ainda consolidado o controlo das chamas.
As operações no terreno vão este domingo, dia com previsões meteorológicas mais favoráveis, concentrar-se em trabalhos de extinção, disse à televisão espanhola RTVE o tenente coronel Alfonso Arribas, da UME, que está à frente do comando do combate a estes fogos e falava também em Navaluenga.
Alfonso Arribas disse que após os resultados conseguidos durante a noite, este domingo o dia se apresenta "mais favorável" ao ataque às chamas, embora realçando que se mantêm ativos focos de fogo por controlar.
Nas declarações aos jornalistas, o primeiro-ministro apelou a toda a população para manter a vigilância, a prevenção e as precauções, para seguir as orientações e ordens das autoridades e para que todas as pessoas se informem através dos "canais institucionais" e de "meios de comunicação fiáveis", alertando para a desinformação em relação aos fogos.
A primeira prioridade "é sempre salvar vidas", sublinhou.
Por outro lado, Sánchez agradeceu a Portugal, "país vizinho e irmão", o envio de uma força especial de perto de 200 pessoas para ajudar a combater os fogos em Ávila, província da região autónoma de Castela e Leão, sublinhando a "relação de irmandade e de solidariedade" que existe entre os dois países e que se tem manifestado em vários momentos de emergência nos dois lados da fronteira.
Espanha declarou a situação emergência nacional nas províncias de Madrid, ÁVila e Toledo por causa dos fogos florestais, que já levaram a confinar ou a retirar de casa mais de 90.000 pessoas desde quinta-feira.
Além destes fogos em Ávila, Madrid e Toledo - que estão a ser combatidos como se fossem um só, por estarem em territórios vizinhos -, as autoridades espanholas estão a alertar para a evolução nas últimas horas de um incêndio em Castellón, na região de Valência, no leste do país, que já levou a retirar de casa ou a confinar 15.000 pessoas.
Segundo o Governo de Espanha, já arderam este ano mais de 150.000 hectares no país e há registo de 32 grandes fogos florestais desde janeiro, multiplicando seis vezes os números do mesmo período de 2025.
Sublinhando estes números, Sánchez voltou a defender e a pedir, como tem feito no último ano, um "pacto de Estado contra as alterações climáticas".
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