Coronavírus no Brasil leva a motins e fugas
Centenas de reclusos amotinaram-se ou fugiram depois de as autoridades proibirem visitas e saídas precárias para evitar risco de contágio.
Milhares de presos amotinaram-se e centenas deles conseguiram fugir de cinco grandes prisões no estado brasileiro de São Paulo depois de a Secretaria de Administração Penitenciária ter proibido todas as visitas e saídas precárias dos reclusos do regime semiaberto por causa da epidemia de coronavírus.
Números provisórios divulgados esta quarta-feirapor aquela secretaria davam conta de que pelo menos 834 presos tinham fugido de quatro das cinco prisões onde houve motins, e só 517 tinham sido recapturados.
Mas a própria secretaria reconheceu que o número de fugas pode ter sido muito superior, pois a tensão dentro das cadeias estava a dificultar a contagem dos presos.
Outras fontes estimam que o total de presos que conseguiu fugir era de pelo menos 1300. Várias dezenas de pessoas, incluindo guardas, ficaram feridos nos motins.
Todos os reclusos que fugiram estavam em regime semiaberto, que permite que saiam da cadeia para trabalhar durante o dia e regressem à noite à prisão, e cujas medidas de segurança não são tão rigorosas.
Mas o ambiente nas alas do regime fechado de quase todas as prisões de São Paulo e outras regiões do Brasil está igualmente tenso, depois de os governos regionais terem proibido as visitas de familiares para evitar que os visitantes possam eventualmente infetar algum preso, o que seria uma catástrofe em estabelecimentos prisionais onde há milhares de pessoas confinadas.
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