Corpos de Óscar e Valeria devolvidos à terra natal. Pai e filha tornaram-se símbolo dos perigos da imigração ilegal
Fotografia de Óscar e de Angie Valeria a flutuar perto da margem do rio provocou uma onda de novas críticas às duras políticas de Donald Trump.
Os corpos de um pai e da sua filha de 23 meses, encontrados deitados de barriga para baixo no Rio Grande, no México, foram este domingo devolvidos à sua terra natal, em El Salvador. Óscar e Valeria tornaram-se símbolo dos perigos da imigração ilegal para os Estados Unidos após a imagem da tragédia ter corrido mundo.
A fotografia de Óscar Martinez, de 25 anos, e de Angie Valeria a flutuar perto da margem do rio provocou uma onda de novas críticas às duras políticas do presidente norte-americano Donald Trump sobre imigrantes sem documentos que entravam nos Estados Unidos através do México.
Martinez e a família partiram de El Salvador em abril, na esperança de encontrar trabalho nos Estados Unidos. O sonho transformou-se em pesadelo e resultou na morte de pai e filho que tentaram atravessar o rio que separa o nordeste do México dos Estados Unidos.
Os corpos dos migrantes deixaram o México e estão a ser transportados para El Salvador, onde devem ser enterrados esta segunda-feira. O ministro do Interior, Mario Duran, acompanhou os restos mortais, mas não falou com os repórteres.
No meio de uma forte presença policial, a agência Reuters avança que o comboio deverá chegar a El Salvador por volta das 08h19, hora local, [14h16 em Lisboa] através da passagem da fronteira de La Hachadura, na fronteira com a Guatemala.
A família realizará um funeral privado no cemitério La Bermeja, em San Salvador, na segunda-feira.
A imagem abrasadora de Martinez com a criança debaixo da camisola preta chegou a ser comparada com uma foto de 2015, de Aylan Kurdi, um refugiado sírio de três anos de idade, cujo corpo apareceu nas margens do Mediterrâneo.
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