Costa saúda assinatura de acordo comercial UE-Austrália
Austrália e a UE assinaram esta terça-feira um vasto acordo de comércio livre, compromisso que é o culminar de oito anos de negociações.
O presidente do Conselho Europeu saudou esta terça-feira a assinatura de um acordo comercial entre a União Europeia (UE) e a Austrália, considerando que mostra a proximidade que existe entre as duas partes num "mundo cada vez mais turbulento".
"Saúdo a conclusão das negociações do acordo de livre comércio entre a UE e a Austrália e a assinatura de uma parceria de Segurança e de Defesa. Estes dois passos concretos mostram a nossa proximidade num mundo cada vez mais turbulento", afirmou António Costa numa mensagem publicada na rede social X.
Costa frisou que a Austrália "é um aliado importante e de longa data da UE".
"Defendemos ambos a defesa do multilateralismo e uma ordem internacional baseada em regras", referiu ainda.
A Austrália e a UE assinaram esta terça-feira um vasto acordo de comércio livre, compromisso que é o culminar de oito anos de negociações.
O acordo foi assinado numa cerimónia na capital australiana, Camberra, pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e pelo primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, que também firmaram uma nova parceria de Segurança e Defesa.
Os dois parceiros indicaram que irão reforçar a sua cooperação em matéria de Defesa perante os atuais desafios de segurança.
Colaborarão para "reforçar a cooperação em matéria de segurança marítima, cibersegurança, combate às ameaças híbridas e contra a manipulação de informação e a interferência estrangeira", afirmou a Comissão Europeia num comunicado.
Bruxelas deu ainda conta do reforço da cooperação com a Austrália em minerais críticos, fundamentais para a tecnologia de ponta, incluindo de Defesa, cuja cadeia de abastecimento é controlada pela China.
A viagem de Ursula von der Leyen à Austrália realiza-se numa altura em que a UE está a tentar diversificar as suas relações comerciais e de Defesa a nível mundial, com o intuito de reduzir dependências e afirmar-se como um ator geopolítico mais autónomo.
Perante crescentes tensões com a administração norte-americana de Donald Trump, a UE já assinou, só este ano, outros dois novos acordos comerciais: com o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e com a Índia.
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