Croácia e Bósnia acordam construção de gasoduto para reduzir dependência da Rússia

Acordo estabelece a criação de um gasoduto que irá ligar a rede bósnia a um terminal de gás natural liquefeito em Krk, na Croácia, bem como à rede de gás europeia, e foi alcançado com o patrocínio dos Estados Unidos.

28 de abril de 2026 às 14:27
Croácia e Bósnia acordam construção de gasoduto para reduzir dependência da Rússia Foto: Stefan Sauer/AP
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Croácia e Bósnia assinaram esta terça-feira um acordo para a construção de uma interligação de gás que deverá permitir que Sarajevo reduza a sua dependência energética da Rússia, o único fornecedor de gás do país.

O acordo, assinado na cidade croata de Dubrovnik, estabelece a criação de um gasoduto que irá ligar a rede bósnia a um terminal de gás natural liquefeito (GNL) em Krk, na Croácia, bem como à rede de gás europeia, e foi alcançado com o patrocínio dos Estados Unidos.

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"Um avanço significativo: em nome da Bósnia-Herzegovina, assinei com a Croácia o Acordo de Interconexão do Sul, que reforça a segurança energética e a diversificação do abastecimento. Gostaria de agradecer aos nossos parceiros americanos", escreveu a primeira-ministra bósnia Borjana Kristo na rede social X.

Este acordo foi assinado por Kristo e pelo homólogo croata Andrej Plenkovic, à margem da cimeira da Iniciativa dos Três Mares em Dubrovnik, no sul da costa croata.

Os Estados Unidos, que têm feito esforços diplomáticos nos últimos tempos para acelerar este projeto, fornecem quantidades significativas de gás ao terminal de Krk, ilha situada no norte do mar Adriático croata.

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Na Bósnia, esta interligação faz parte de um projeto energético mais vasto, estimado em cerca de 1,5 mil milhões de dólares (cerca de 1,3 mil milhões de euros ao câmbio atual), que prevê a construção de uma rede com um total de quase 200 quilómetros de gasodutos e várias centrais térmicas a gás.

O projeto deverá ser executado pela empresa norte-americana AAFS Infrastructure and Energy, dirigida por Joseph Flynn, irmão do general Michael Flynn, conselheiro de segurança nacional durante o primeiro mandato do Presidente norte-americano, Donald Trump, e por Jesse Binnall, antigo advogado do Presidente republicano.

As associações ambientais, que se opõem ao desenvolvimento do setor das energias fósseis, criticaram este projeto, num país onde dois terços das necessidades de eletricidade são asseguradas por centrais a carvão.

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A poluição, nomeadamente no inverno, afeta a maioria das grandes cidades da Bósnia.

Ainda não foram anunciados os detalhes sobre o início das obras de construção.

Segundo o diretor da AAFS na Bósnia, Amer Bekan, estas deverão ter início "num prazo de dois a seis meses após a obtenção de todas as autorizações".

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Segundo Bekan, a capacidade máxima anual da nova interligação será de três mil milhões de metros cúbicos.

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