Cuba rejeita ameaças de Trump
Governo cubano alerta para EUA não subestimarem nacionalismo da ilha e a resposta popular em caso de um possível ataque.
O Governo cubano garante que não se deixa intimidar pelas ameaças de Donald Trump, que declarou pretender assumir o controlo da ilha “quase de imediato” após terminar o “trabalho” no Irão, e ter sugerido enviar o porta-aviões USS ‘Abraham Lincoln’ para a costa cubana como forma de pressão. “Nós, cubanos, não nos deixamos intimidar. A resposta decidida do povo e o seu apoio à Revolução foram demonstrados de forma massiva neste 1.º Maio”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano.
Bruno Rodríguez garantiu que Cuba não cederá a pressões externas nem negociará reformas políticas ou económicas com Washington. “Nunca discutiremos com os EUA assuntos que dizem respeito apenas à soberania, à independência e à autodeterminação dos cubanos”, assegurou.
O governante alertou ainda para uma forte reação em caso de agressão. “Cuba seria um vespeiro. Cuba seria uma armadilha mortal. Cuba seria palco de uma guerra de todo o povo se o imperialismo norte-americano ousasse atacar-nos”, afirmou.
As declarações surgem após Donald Trump ter reforçado sanções contra Cuba, visando setores estratégicos como energia, minas e finanças, além de bancos estrangeiros que colaboram com Havana. Washington justifica as medidas com alegadas ameaças à sua segurança nacional e acusa o regime cubano de práticas contrárias aos valores democráticos. Havana classificou as sanções como “ilegais e abusivas”, considerando-as uma reação à forte adesão popular ao desfile do Dia do Trabalhador, liderado por Raúl Castro e pelo Presidente, Miguel Díaz-Canel, que reuniu centenas de milhares de pessoas. Díaz-Canel rejeita a ideia de que Cuba seja “uma ameaça extraordinária”. “Qual é a ameaça quando Cuba é um país de paz?”, questionou.
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