Cubanos às escuras gritam por liberdade

Manifestação em Cuba contra apagões e falta de alimentos resulta em ataque a escritório do Partido Comunista.

16 de março de 2026 às 01:30
Cubanos têm saído frequentemente às ruas para protestar contra o regime Foto: EPA
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Há três meses que não chega petróleo a Cuba. Donald Trump proibiu a exportação de petróleo venezuelano para Havana, o maior fornecedor, após a captura de Nicolás Maduro, e ameaçou com taxas os países que o fizessem.

As consequências não se fizeram esperar, numa altura em que o país já atravessava uma grave crise económica. À falta de eletricidade, juntou-se agora a escassez de alimentos e problemas sérios no abastecimento de água.

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Os primeiros sinais de revolta surgiram este fim de semana, em Morón, no norte de Cuba, a 400 quilómetros da capital. O protesto, às escuras, iluminado por fogueiras acesas nas ruas, começou pacífico, ainda que barulhento, com um grupo de cubanos a baterem em panelas aos gritos de “liberdade”. Mas rapidamente descambou, quando os manifestantes atacaram e incendiaram uma sede local do Partido Comunista.

O governo cubano diz que está a investigar o assalto à sede do Partido Comunista, ao mesmo tempo que anunciou a continuação das conversações com Washington para encontrar uma saída para a crise. Mas dificilmente escapará a uma solução idêntica à da Venezuela, com os EUA a definirem o futuro do país por interposta pessoa. Donald Trump não dúvidas quanto ao que se segue: “Talvez seja uma tomada de poder amigável, talvez não”.

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