Curto-circuito num toldo pode ter dado origem ao incêndio no maior edifício de Valência

Dez pessoas morreram nas chamas.

26 de fevereiro de 2024 às 23:06
Autoridades no local após incêndio em Valência Foto: EPA/Manuel Bruque
Homenagem após incêndio no maior edifício de Valência Foto: REUTERS/Eva Manez
Homenagem após incêndio no maior edifício de Valência Foto: REUTERS/Eva Manez
Autoridades no local após incêndio em Valência Foto: EPA/Manuel Bruque
Autoridades no local após incêndio em Valência Foto: EPA/Manuel Bruque

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Uma falha elétrica provocou um curto-circuito no mecanismo do toldo da varanda e deu origem a uma chama no exterior do prédio que, alimentada pelo vento forte, acabou por se espalhar por todo o edifício de 14 andares. Esta é, segundo o El Mundo, a principal teoria para a origem do incêndio no bairro Campanar, em Valência, que deflagrou perto das 17h00 de quinta-feira. 

Em apenas 30 minutos as chamas espalharam-se por todo o edifício, o maior daquela cidade espanhola, que ardeu por completo. Dez pessoas morreram na tragédia, mas devido ao estado dos cadáveres, ainda não foi possível serem identificadas. Entre os mortos estão uma bebé recém-nascida, um menino de dois anos e os pais, relatou o La Provincia.

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A Polícia Científica está desde sábado a realizar buscas no interior dos apartamentos à procura de provas que indiquem não só a origem e causa do incêndio, mas também o porquê de se ter propagado tão rapidamente.

Segundo o El Mundo, a investigação centrou-se no 86.º andar, de onde foram feitas as primeiras chamas de emergência. O apartamento estava vazio, uma vez que o inquilino estava numa viagem de trabalho. As autoridades acreditam que tenha sido um curto-circuito no toldo da varanda deste apartamento que deu origem ao incêndio.

Depois de comprovada esta teoria, a próxima fase passa por analisar o porquê de as chamas se terem propagado tão rapidamente. As chamas estiveram ativas durante mais de 10 horas. 

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O edifício destruído pelas chamas na cidade de Valência, em Espanha, era revestido por 'alucobond'. O engenheiro técnico e especialista em instalações, David Higuera, considera que outros materiais de construção terão ajudado à propagação das chamas e que os danos nos tetos só podem ser explicados pela utilização de isolamentos combustíveis. Neste sentido, a autarca de Valência anunciou esta segunda-feira que serão analisadas todas as fachadas deste tipo existentes em edifícios residenciais da cidade.

Além desta investigação, as autoridades estão a proceder à identificação das vítimas mortais. Os familiares dos dez falecidos já entregaram amostras de ADN para que possam ser comparados com a informação genética dos cadáveres.

A Câmara Municipal de Valência ofereceu a possibilidade de realizar um evento em homenagem às vítimas.

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