Delcy Rodríguez afirma que Venezuela "nunca considerou" tornar-se 51.º Estado norte-americano

Presidente norte-americano vangloria-se de controlar o país.

11 de maio de 2026 às 19:51
Delcy Rodríguez Foto: Ariana Cubillos/AP
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A Presidente interina venezuelana afirmou esta segunda-feira nunca ter considerado que a Venezuela se tornasse o 51.º Estado norte-americano, enquanto o Presidente norte-americano se vangloria de controlar o país.

"Isso nunca foi considerado, porque se há coisa que nós, venezuelanas e venezuelanos, prezamos é o nosso processo de independência, adoramos os nossos heróis e heroínas da independência", respondeu Delcy Rodríguez a uma pergunta de uma jornalista em Haia, nos Países Baixos.

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Rodríguez acrescentou que o seu Governo está a trabalhar numa "agenda diplomática de cooperação" com os Estados Unidos, depois de ter restabelecido em março relações diplomáticas com Washington, cortadas pelo antecessor Nicolás Maduro há sete anos.

Maduro foi retirado do poder e do país a 03 de janeiro deste ano pelo Exército norte-americano e levado para os Estados Unidos, juntamente com a mulher, para ser julgado por "narcoterrorismo", entre outras acusações.

Rodríguez emitiu estas declarações em Haia, onde se deslocou para uma audiência do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) sobre a disputa de Essequibo, território rico em petróleo, administrado pela Guiana mas reivindicado por Caracas.

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Órgãos de comunicação social norte-americanos noticiaram que Donald Trump disse ao canal televisivo Fox News estar a "considerar seriamente" fazer da Venezuela o 51.º Estado norte-americano.

Em março, Trump tinha publicado na sua rede social uma mensagem humorística sobre essa possibilidade: "Coisas boas têm acontecido na Venezuela nos últimos tempos (...) Alguém está interessado em ser o 51.º Estado?".

Delcy Rodríguez, antiga vice-presidente de Maduro, procedeu a revisões das leis sobre as explorações petrolífera e mineira, abrindo esses setores a atores privados, em especial norte-americanos, além de ter aprovado uma amnistia que levou à libertação de centenas de presos políticos, embora cerca de 500 permaneçam atrás das grades. Prometeu também realizar uma reforma judicial.

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Donald Trump elogiou repetidamente as ações tomadas pela Presidente interina e está a flexibilizar gradualmente as sanções impostas pelos Estados Unidos à nação caribenha.

Por sua vez, a oposição venezuelana exige a realização de eleições no país.

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