Desigualdade no Brasil aumentou no governo de Lula da Silva
Levantamento é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, enquanto o governo de Lula da Silva afirma que o número de famílias beneficiadas aumentou 70% desde 2019.
A desigualdade no Brasil, uma das mais dramáticas mazelas do país, aumentou ao longo deste terceiro mandato do presidente Lula da Silva, que tenta ser eleito em Outubro para um quarto mandato e tem no combate à fome e à pobreza um dos seus principais discursos eleitorais. Quem relatou esse aumento da desigualdade num país já tão desigual não foi um adversário de Lula e sim um órgão gerido pelo próprio governo, o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Segundo a PNAD Contínua, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, o percentual de famílias beneficiadas por programas sociais caiu no ano passado, 2025, para 22,7% dos lares brasileiros. No ano anterior, 2024, o percentual era de 23,6%, já inferior ao registado em 2023, primeiro ano do terceiro mandato do veterano político, de 80 anos.
Ainda de acordo com o IBGE, o valor que cada uma das 18 milhões de famílias beneficiadas recebeu mensalmente de programas sociais em 2025 foi em média de 150 euros, também ligeiramente inferior ao ano anterior. O estudo contínuo realizado nos lares brasileiros também revelou que o percentual da renda média de famílias favorecidas por programas sociais representou 3,5% do total de famílias brasileiras, uma queda em relação a 2024, quando representava 3,8%, e a queda só não foi mais significativa porque outros programas sociais, financiados por governos regionais dos estados e dos municípios, de alguma forma conseguiram sustar o aumento da tragédia da pobreza.
O Bolsa Família, principal bandeira de Lula da Silva na área social, continua a ser o maior programa de assistência às famílias vulneráveis, representando 17,2% dos 22,7% dos lares do país que recebem algum tipo de transferência de renda. Mas o programa foi desidratado pelo próprio governo de Lula da Silva, sob a alegação de que muitas famílias que recebiam não tinham direito a esse auxílio, e de que os cofres do governo federal não suportavam os gastos nos patamares em que estavam anos atrás.
Em sua defesa, o governo de Lula da Silva apresenta outros dados, pelos quais o número de famílias beneficiadas aumentou 70% desde 2019. Mas nesses dados incluem-se os benefícios extraordinários emergenciais autorizados pelo Congresso entre 2020 e 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro, como forma de amenizar o brutal impacto da pandemia de Covid-19, que levou milhões de brasileiros para o desemprego e a miséria, e que Lula ao assumir o seu novo mandato começou a eliminar. (FIM).
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