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Entidade disse ainda que tem "atuado ativamente para orientar as agências de viagens para que auxiliem os viajantes na adaptação às novas regras".
A Associação Brasileira de Agências de Viagens disse à Lusa que tem acompanhado "de perto" a situação das longas filas nos aeroportos em Portugal e que, apesar dos transtornos, a procura mantém-se elevada.
A entidade disse ainda que tem "atuado ativamente para orientar as agências de viagens para que auxiliem os viajantes na adaptação às novas regras".
"Apesar dos relatos de filas e dos transtornos naturais nesta fase de transição, a demanda mantém-se aquecida, os turistas brasileiros continuam a procurar ativamente Portugal como destino para as suas viagens, confirmando a força e a atratividade do país", referiu.
Contactado pela agência Lusa, o Ministério de Portos e Aeroportos do Brasil referiu que "até ao momento" não recebeu manifestação de passageiros ou empresas "que possam estar envolvidos com a situação mencionada".
Uma agência de turismo no Rio de Janeiro relatou à Lusa que no final de abril dois casais de turistas mostraram preocupação ao saberem das longas filas, e que a própria empresa ensinou os clientes a baixarem a aplicação exigida em Portugal.
Outra agência de turismo de São Paulo disse que não vê as longas filas como um problema, uma vez que os seus clientes "foram muito bem orientados" ainda no Brasil sobre o novo sistema de identificação.
Um dos maiores terminais do Brasil, o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, administrado pela BH Airport, informou que registou apenas o "cancelamento operacional" de um voo Para Portugal entre os dias 01 e 19 deste mês, não sem relação com os atrasos nos aeroportos portugueses.
O sistema europeu de controlo de fronteiras para cidadãos extracomunitários, denominado Sistema de Entrada/Saída (EES) da União Europeia, foi implementado de forma faseada na UE e estava previsto para abril o funcionamento deste sistema a 100% em todo o território comunitário.
O EES, que substituiu o carimbo de passaportes pelo registo digital da fotografia e das impressões digitais dos passageiros extracomunitários, entrou progressivamente em funcionamento em 12 de outubro de 2025 em Portugal e nos restantes países do espaço Schengen e, desde então, os tempos de espera agravaram-se, principalmente no aeroporto de Lisboa.
No domingo de manhã, o controlo de fronteiras registou tempos de espera superiores a duas horas no aeroporto do Porto e a hora e meia nos de Lisboa e de Faro, justificados pela PSP com razões técnicas e informáticas associadas a um elevado fluxo de passageiros de fora do espaço Schengen.
Em resposta à Lusa, o Ministério da Administração Interna (MAI) recusou, na segunda-feira, interromper durante o verão a aplicação nos aeroportos do novo sistema europeu de controlo de fronteiras, embora tenha admitido que a recolha de dados biométricos possa ser suspensa em períodos limitados.
A suspensão da recolha de dados biométricos foi também admitida pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, que se mostrou insatisfeito com a atuação dos serviços de controlo de fronteiras devido às longas filas de espera nos aeroportos.
"Não queremos colocar em causa a segurança do país, mas também não queremos colocar em causa o movimento económico do país", frisou o governante, que disse ter recebido relatos de "vários agentes económicos incomodados com essa situação".
O secretário de Estado das Infraestruturas afirmou esta sexta-feira que os constrangimentos no controlo de fronteiras estão a afetar aeroportos em toda a Europa e não apenas em Portugal, garantindo que o Governo está "a atuar" para os resolver.
Por seu lado, o ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, disse esta sexta-feira, no parlamento, estar "confiante" de que os problemas nas chegadas no aeroporto de Lisboa sejam resolvidos "a curtíssimo prazo" e a PSP anunciou na terça-feira que vai reforçar os aeroportos portugueses com 360 polícias em julho.
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