Detidos cinco suspeitos de sequestro e homicídio de analista político na África do Sul
Analista participou numa reunião na sexta-feira no bairro de Corlett Gardens, onde alegadamente foi sequestrado e conduzido ao subúrbio de Jeppestown, local do presumível homicídio.
Cinco suspeitos do sequestro e homicídio do analista político sul-africano Steven Gruzd, desaparecido desde sexta-feira à noite em Joanesburgo, foram detidos na África do Sul, adiantou a polícia do país.
O capitão Tintswalo Sibeko, porta-voz da polícia da província de Gauteng, no norte do país, onde fica a capital Joanesburgo, declarou ao portal de notícias local News24 que foi aberta uma investigação por homicídio após o desaparecimento de Gruzd, de origem judaica e diretor do Instituto Sul-Africano para Assuntos Internacionais (SAIIA, sigla inglesa).
Segundo Sibeko, o analista participou numa reunião na sexta-feira no bairro de Corlett Gardens, onde alegadamente foi sequestrado e conduzido ao subúrbio de Jeppestown, local do presumível homicídio.
A Organização de Segurança Comunitária (CSO), uma associação judaica, assinalou em comunicado que foi alertada para o desaparecimento de Gruzd na sexta-feira à noite e ativou um dispositivo de busca junto da polícia e do grupo de proteção comunitária CAP.
"Conseguimos localizar a vítima na madrugada de sábado. Além disso, foram detidos vários suspeitos relacionados com o sequestro", indicou a CSO, precisando que "a vítima foi encontrada sem vida num local remoto".
"Neste momento tudo indica que se trata de um incidente criminal e não acreditamos que existam outros motivos por trás deste delito. Acreditamos que a vítima foi raptada para pedir resgate e roubá-la", acrescentou a CSO.
Segundo a organização, os suspeitos "não têm vínculos conhecidos ao terrorismo nem a ataques específicos contra a comunidade".
Espera-se que os detidos compareçam na segunda-feira perante o tribunal judicial de Joanesburgo.
O SAIIA anunciou com "profunda tristeza" a "morte prematura" de Steven Gruzd, "parte fundamental do instituto", conhecido pela sua "inquebrantável dedicação ao seu trabalho e o seu compromisso com a comunidade política em África".
A África do Sul, um país marcado por grandes desigualdades sociais, tem uma das taxas de homicídios mais altas do mundo.
Segundo dados da polícia, registaram-se 6.351 homicídios entre outubro e dezembro de 2025 na África do Sul, uma média de 70 por dia num país com cerca de 63 milhões de habitantes.
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