Dezenas de iranianos celebram em Lisboa e pedem o fim do regime
Iranianos celebraram munidos de bandeiras do Irão.
Com bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, em sinal de agradecimento, os manifestantes pediram também o regresso do filho mais velho do último xá do Irão, Reza Pahlavi, e alguns gritavam "Make Iran Great Again" (Façam o Irão grande de novo).
Em carros, as três dezenas de iranianos e apoiantes seguiram em direção das embaixadas de Israel e dos Estados Unidos para entregar flores às representações diplomáticas dos países.
Shervin, de 57 anos, disse que por um lado sentia tristeza, porque "ninguém gosta de ter guerra no país", mas que por outro, esta guerra pode ser a "única hipótese do povo iraniano de chegar à liberdade".
"Do outro lado está um regime que não tem nenhum pudor de matar o povo, só para manter-se no poder", acrescentou o topógrafo que trabalha na Câmara Municipal de Lisboa.
"O povo já chegou a um limite, já enfrenta as balas, já não tem medo", declarou.
Shervin, é a favor da intervenção militar porque embora o povo iraniano tenha demonstrado a sua insatisfação face ao regime, "para não morrer precisa de uma força estrangeira para equilibrar a balança".
Outro manifestante, que também apoia a intervenção militar e que também se chama Shervin, mas com 34 anos e engenheiro informático de profissão, sublinhou que a luta do povo iraniano contra o regime, é uma luta pela "identidade e dignidade".
"Estamos lutando contra este regime, estamos num ponto em que temos esperança na vida, para o nosso futuro e conseguimos recuperar o que elas roubaram de nós: que foi a nossa identidade e dignidade".
O engenheiro informático é a favor que no futuro seja feito um referendo no país para ditar que forma de Governo deve ser instaurada no Irão e se o voto fosse hoje, defenderia uma monarquia com o regresso de Reza Pahlavi.
Muitas pessoas "querem monarquia, ou outras coisas. Com um referendo, nós conseguimos escolher o que é que nós queremos", disse, acrescentando que o mais importante é voltar a "devolver a vontade ao povo".
Israel e Estados Unidos lançaram hoje um ataque contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visou "eliminar ameaças iminentes" do Irão, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
Os líderes de França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos e apelaram ao regresso às negociações, num contexto de crescente instabilidade na região.
Segundo as autoridades iranianas, os bombardeamentos já provocaram pelo menos 85 mortos e cerca de 50 feridos.
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