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Secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, apelou para uma "luta em convergência" com esta paralisação, que tem como objetivo "derrotar" o pacote laboral.
A greve geral da próxima quarta-feira, convocada pela CGTP, deverá contar com uma adesão alargada, com vários sindicatos de diversos setores a terem já anunciado que aderem à paralisação.
O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, apelou para uma "luta em convergência" com esta paralisação, que tem como objetivo "derrotar" o pacote laboral.
A função pública, com destaque para a saúde e ensino, deverá parar, tal como os transportes, aviação, comércio e outros setores.
Estes são os setores que já anunciaram que vão aderir à greve geral de 03 de junho:
Função Pública
A Frente Comum de sindicatos da administração pública insistiu na necessidade de o Governo fazer aumentos intercalares de salários este ano e apelou à participação dos funcionários públicos na greve geral de 03 de junho. O coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, afirmou que se trata de um dia que "vai combater o pacote laboral, vai lutar por melhores serviços públicos, pela valorização salarial, por aumentos intercalares".
Também os trabalhadores das autarquias e do setor empresarial autárquico confirmaram a sua adesão, contra o "pacote laboral", afetando serviços municipais, anunciou o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL).
Saúde
Vários sindicatos do setor da saúde já deram indicação de que irão paralisar na próxima quarta-feira. O Sindicato dos Médicos do Norte, filiado na Federação Nacional dos Médicos, anunciou que vai aderir à greve geral, em protesto contra a reforma laboral e o agravamento das condições no Serviço Nacional de Saúde.
Num comunicado, a estrutura sindical explica que os médicos voltam à luta porque "a situação não só não melhorou" como "está a agravar-se".
Já o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) anunciou uma paralisação destes profissionais no Serviço Nacional de Saúde e nas instituições privadas de saúde inserida na greve geral de 03 de junho contra a reforma laboral.
Também o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) aderiu à paralisação.
Os trabalhadores das clínicas e hospitais privados, por sua vez, manifestaram-se contra baixos salários e "horários desregulados", declarando apoio à greve geral.
Ensino
A Fenprof anunciou também a adesão dos professores à greve geral, durante um protesto contra a revisão dos estatutos da carreira, mas também contra a proposta do pacote laboral.
Também o Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) entregou um pré-aviso, juntando-se à greve geral contra o pacote laboral.
O pré-aviso abrange docentes e investigadores das universidades, institutos politécnicos, escolas superiores não integradas e institutos de investigação.
Transportes e Aviação
A próxima quarta-feira deverá ser marcada por dificuldades nos transportes públicos, tendo em conta a adesão prevista para a greve.
O Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), que representa os trabalhadores com funções comerciais (itinerantes e fixos) da CP, anunciou a sua adesão.
Também os maquinistas, representados pelo SMAQ -- Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses, apresentaram um pré-aviso de greve, aderindo à greve geral "convocada no âmbito da contestação ao pacote laboral atualmente em discussão", segundo um comunicado.
Paralelamente, as empresas de transportes urbanos de passageiros, de norte a sul do país, estão mobilizadas para a greve, disse à Lusa fonte da Fectrans.
De acordo com José Manuel Oliveira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), "todas as empresas de transportes" estão mobilizadas, tendo já sido entregue o pré-aviso de greve por parte dos sindicatos.
Foi ainda revelado que os trabalhadores da Carris e da Carristur decidiram aderir à greve geral.
Os associados do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) também aprovaram a adesão à greve geral e o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroporto (Sitava) vai aderir ao protesto, apontando dois objetivos: "rejeitar o pacote laboral de assalto aos direitos e de afronta à Constituição da República Portuguesa" e "combater a política de retrocesso e exigir outro rumo para o País".
Já o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) não vai aderir.
Outros setores
A Feviccom - Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro indicou que vai aderir à greve, considerando que o pacote laboral "representa um violento retrocesso social".
O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) também vai aderir, apontando a recusa das propostas do Governo "para perpetuar os salários baixos, desregular ainda mais os horários de trabalho e o trabalho à borla, atacar os direitos das mães e pais trabalhadores e das crianças, perpetuar a precariedade dos jovens, facilitar os despedimentos e atacar os direitos coletivos dos trabalhadores", adiantou.
Por sua vez, o Sindicato dos Trabalhadores em Arquitetura (Sintarq) justificou a adesão à greve geral, afirmando que o pacote laboral é um "grave retrocesso" e um ataque direto.
Já o Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual (STT), que emitiu também um pré-aviso de greve, considera "inaceitável" que, enquanto os "grupos económicos acumulam lucros e expandem os seus negócios, os trabalhadores sejam empurrados para a precariedade".
Também os trabalhadores do Parque Industrial da Autoeuropa aprovaram o apoio à greve geral.
A Fesaht - Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal indicou que vai aderir à greve geral por estar em causa "um ataque abrangente e retrógrado" aos direitos dos trabalhadores.
Na comunicação social, o Sindicato dos Jornalistas (SJ) apelou para que todos os trabalhadores se juntem à greve geral, "para dizer não a um pacote laboral com ideias do século XIX".
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