Dinamarca e Gronelândia rejeitam exigências dos EUA

Encontro foi construtivo "mas não conseguimos mudar a posição dos EUA", diz MNE dinamarquês.

15 de janeiro de 2026 às 08:19
Ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês e a sua homóloga da Gronelândia Foto: EPA
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O ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês afirmou que as conversações com os EUA sobre a Gronelândia foram “francas mas construtivas”, admitindo que não foi possível convencer os EUA a mudar de posição.

Lars Lokke Rasmussen reconhece que persistem divergências entre as partes. “O Presidente [Trump] deixou clara a sua opinião. E nós temos uma posição diferente. O Reino da Dinamarca continua a acreditar que a segurança a longo prazo da Gronelândia pode ser garantida dentro do quadro atual”, afirmou, após o encontro na Casa Branca com o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio, e com representantes gronelandeses.

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Rasmussen foi claro ao afirmar que qualquer proposta que não respeite a integridade territorial da Dinamarca e o direito à autodeterminação do povo gronelandês é “totalmente inaceitável”. Ainda assim, admitiu que há abertura para continuar o diálogo e anunciou a criação de um grupo de trabalho que irá analisar as preocupações de segurança dos EUA no Ártico. Também a ministra dos Negócios Estrangeiros da Gronelândia reforçou que as decisões sobre o futuro do território pertencem exclusivamente aos gronelandeses. Vivian Motzfeldt sublinhou que a Gronelândia está disponível para cooperar em matéria de segurança regional, mas rejeitou qualquer cenário que ponha em causa a soberania, a integridade territorial ou o direito de autodeterminação.

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