Diplomacia russa e norte-americana apelam à calma

Miliatares tomaram o controlo na Turquia.

15 de julho de 2016 às 23:05
Serguei Lavrov, Turquia, John Kerry, política, diplomacia, distúrbios, guerras e conflitos Foto: Reuters
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O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, apelou esta sexta-feira para que se evitem "confrontos mortais" na Turquia, onde está em curso uma tentativa de golpe de Estado.

"Os problemas da Turquia devem ser resolvidos no respeito pela Constituição", afirmou o responsável numa conferência de imprensa conjunta com o homologo norte-americano, John Kerry.

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John Kerry disse esperar que na Turquia prevaleça a paz, a estabilidade e a "continuidade" do poder no Turquia.

"Vi as informações (sobre o que está a acontecer na Turquia) mas não tenho mais detalhe por agora. Espero que haja paz, estabilidade e continuidade na Turquia", disse o secretário de Estado.

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O Governo norte-americano já pediu aos seus cidadãos para que fiquem em casa, um apelo que também fez o Governo de Espanha.

ONU pede calma ao país

Também Ban Ki-moon reagiu ao golpe e pede calma no país. O secretário-geral das Nações Unidas afirma que já está a acompanhar a situação."O Secretário-Geral está a seguir de perto a evolução na Turquia. Está ciente dos relatos de uma tentativa de golpe no país. As Nações Unidas estão a tentar esclarecer a situação no terreno e apela à calma", disse o porta-voz Farhan Haq.

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Chefe da diplomacia da UE pede contenção

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, pediu "contenção" e "respeito pelas instituições democráticas" na Turquia, onde o poder instituído denunciou uma tentativa de golpe de Estado.

"Em contacto constante com a delegação da União Europeia em Ancara e com Bruxelas, desde a Mongólia (onde a responsável está a participar numa cimeira UE-Ásia) apelo à contenção e ao respeito para com as instituições democráticas", publicou Mogherini na rede social Twitter.

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Em março a União Europeia e a Turquia assinaram um acordo sobre imigração.

Ministro da Justiça pede população nas ruas e no palácio presidencial

O ministro da Justiça turco, Bekir Bozdag, pediu à população para que encha as ruas e "salte para os tanques" para deter a tentativa de golpe de Estado no país.

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Numa mensagem transmitida pela emissora pública TRT o responsável pediu à população para que vá à sede do Estado Maior e ao Palácio Presidencial em Ancara, onde, disse, tinha notícias de que havia feridos por bala.

"Convido as pessoas a saltar sobre os tanques, a irem para as praças de Ancara", disse o responsável pela Justiça.

Bozdag também pediu aos militares para que atuem contra os interesses do país.

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Obama pede apoio a Governo turco "democraticamente eleito"

O Presidente dos EUA, Barack Obama, exortou hoje todas as partes na Turquia a apoiarem o Governo turco "democraticamente eleito" do Presidente Recel Tayyip Erdogan, e quando decorre um tentativa de golpe de Estado no país, anunciou a Casa Branca.

Após uma conversa telefónica com o seu secretário de Estado John Kerry, que se encontra em Moscovo, Obama apelou à "contenção e evitar violência ou banho de sangue" na Turquia, onde diversos polícias já foram mortos e onde os soldados dispararam sobre a multidão em Istambul.

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Em Berlim, o porta-voz da chanceler alemã Angela Merkel considerou que a "ordem democrática deve ser respeitada na Turquia" e acrescentou que "tudo deve ser feito para proteger as vidas humanas".

Tsipras manifesta apoio a "governo democraticamente eleito"

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, manifestou o "apoio ao governo democraticamente eleito" da Turquia através de um contacto oficial, indicou hoje uma fonte governamental grega.

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Esta "mensagem de apoio à democracia na Turquia" foi transmitida no decurso de um contacto entre o conselheiro diplomático de Tsipras e o seu homólogo turco, precisou a mesma fonte.

O mesmo responsável acrescentou que ainda durante o dia de hoje está prevista uma conversa telefónica direta entre os dois dirigentes, cujos países são vizinhos.

NATO apela à calma e respeito pelas instituições democráticas

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O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, pediu calma e moderação e respeito pelas instituições democráticas e constitucionais na Turquia, onde está em curso uma tentativa de golpe de Estado.

"A Turquia é um valioso aliado da NATO", afirmou o líder da Aliança Atlântica num comunicado.

Jens Stoltenberg apelou "à calma e contenção, e ao respeito total pelas instituições democráticas da Turquia e a sua constituição", declarou.

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O secretário-geral da NATO garantiu estar a acompanhar "de perto e com preocupação" a situação na Turquia, durante a qual já morreram 17 polícias e várias pessoas foram feridas a tiro por soldados quando se manifestavam contra a tentativa de golpe.

Stoltenberg revelou ter estado ao telefone com o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlut Cavusoglu.

Hizmet condena tentativa de golpe de Estado

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O movimento do clérigo turco residente no Estados Unidos Fethullah Gulen, que foi acusado pelo Presidente da Turquia, Recep Erdogan, de envolvimento na tentativa de golpe, condenou hoje a atuação dos militares.

"Há mais de 40 anos que Fethullah Gulen e o Hizmet têm defendido e demonstraram o seu compromisso com a paz e a democracia", referiu, em comunicado, o movimento.

"Denunciamos intervenções militares na política interna. Esses são os valores fundamentais do Hizmet. Condenamos qualquer intervenção militar na política interna da Turquia", acrescentam.

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O fundador do poderoso Movimento Gulen (Hizmet), com milhões de seguidores na Turquia entrou em rutura, em 2013, com Erdogan e o seu Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, no poder desde 2002), que apoiou na fase inicial da sua ascensão.

Seguiu-se uma dramática luta pelo poder e o início da repressão ao Hizmet no país -- acusado por Erdogan de pretender construir um "Estado paralelo" - através do encerramento de dezenas de escolas e processos judiciais contra figuras políticas e militares associadas a este movimento.

UE apela a "rápido regresso à ordem constitucional"

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A União Europeia (UE) apelou a um "rápido regresso à ordem constitucional na Turquia", num comunicado do presidente do Conselho, Donald Tusk, do da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e da chefe da diplomacia, Federica Mogherini.

"Continuamos a acompanhar de perto os desenvolvimentos em coordenação com os 28 estados-membros da UE" face à tentativa de golpe de Estado na Turquia, escreveram os dirigentes europeus, a partir da Mongólia, onde participam numa cimeira entre a UE e os países asiáticos.

"A Turquia é um parceiro-chave da União Europeia. A UE apoia completamente o Governo eleito democraticamente, as instituições do país e o Estado de Direito", diz a declaração conjunta.

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Na sua conta na rede social Twitter, Federica Mogherini já tinha apelado à contenção e ao respeito para com as instituições democráticas.

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