Diversas figuras cubanas e serviço de informações alvo de sanções pelos EUA

Quatro generais cubanos, incluindo o chefe da espionagem militar, José Miguel Gómez del Vallín, que também é deputado, estão entre as novas adições à lista.

19 de maio de 2026 às 01:08
Bandeira de Cuba Foto: Pedro Catarino/
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Os Estados Unidos adicionaram a principal agência de inteligência de Cuba, juntamente com cerca de uma dúzia de altos funcionários cubanos, à sua lista de entidades e indivíduos alvo de sanções, divulgou esta terça-feira o Departamento do Tesouro norte-americano.

Num comunicado do Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), o Departamento do Tesouro especificou que o presidente da Assembleia Nacional e do Conselho de Estado de Cuba, Estabán Lazo, bem como três ministros --- Justiça, Energia e Comunicações --- também estão incluídos.

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Quatro generais cubanos, incluindo o chefe da espionagem militar, José Miguel Gómez del Vallín, que também é deputado, estão entre as novas adições à lista.

Ser incluído na lista do OFAC proíbe qualquer pessoa ou empresa dos EUA, ou qualquer empresa com uma subsidiária nos Estados Unidos, de negociar ou fazer negócios com os indivíduos ou empresas sancionados.

Isto também se aplica a empresas ou cidadãos estrangeiros quando as transações são realizadas em dólares norte-americanos.

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Implica ainda o congelamento de todos os ativos detidos direta ou indiretamente nos Estados Unidos.

Desde a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro, que Washington pressiona Cuba para abrir significativamente a economia e reformar o sistema político, aplicando novas sanções e multiplicando ameaças de intervenção militar.

De entre as medidas impostas pelos EUA a Cuba, destaca-se o embargo petrolífero, que praticamente impediu a chegada de crude importado à ilha, a par da mais recente ronda de sanções, com medidas secundárias de natureza extraterritorial.

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Em 02 de maio, o Presidente norte-americano, Donald Trump afirmou, durante um comício na Florida, que iria assumir o controlo de Cuba "quase imediatamente", acrescentando que tal acontecerá assim que a guerra contra o Irão terminar.

O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, declarou em meados de abril que o seu país estava preparado para enfrentar a agressão militar dos EUA.

A defesa civil da ilha lançou recentemente um "guia familiar" com o objetivo de "proteção contra a agressão militar", de acordo com vários 'sites' oficiais provinciais.

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