page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

O que se sabe sobre o mergulho fatal em gruta das Maldivas

Mergulhador morre na tentativa de resgate dos corpos de italianos.

18 de maio de 2026 às 01:30

O que aconteceu aos cinco mergulhadores que perderam a vida nas Maldivas, quarta-feira, quando tentavam explorar um conjunto de grutas submarinas no atol de Vaavu? Há várias hipóteses em cima da mesa, mas uma coisa é certa. Desceram demasiado fundo. A profundidade máxima recomendada para mergulho recreativo anda em torno de 30 metros. As grutas cavernas de Vaaru estão a 50. “A caverna é tão profunda que mergulhadores, mesmo com os melhores equipamentos, não se aventuram a entrar”, disse o porta-voz da presidência das Maldivas. A própria operação de resgate dos corpos é classificada de altíssimo risco por envolver áreas submarinas onde nem sequer os mergulhadores de resgate costumam entrar, havendo já lamentar a morte de um que, no sábado, sofreu uma doença descompressiva durante uma operação para recuperar os corpos. Além do mau tempo que se tem feito sentir, a gruta onde se pensam que estarão os outros quatro corpos é a de acesso mais difícil. Segundo as autoridades locais, nos últimos seis anos morreram 112 turistas em incidentes marítimos, mas este é a pior ocorrência de que há memória.

Giorgia Sommacal e a mãe, Monica Montefalcone; os instrutores de mergulho Gianluca Benedetti e Federico Gualtieri; Muriel Poirino, pesquisadora
Giorgia Sommacal e a mãe, Monica Montefalcone; os instrutores de mergulho Gianluca Benedetti e Federico Gualtieri; Muriel Poirino, pesquisadora FOTO: Direitos Reservados

Situado no Oceano Índico, o atol de Vaaru fica a cerca de 65 quilómetros de Malé, a capital das Maldivas, um arquipélago formado por 1192 ilhas de coral espalhadas por uma área de cerca de 800 quilómetros. Sabe-se que quando Monica Montefalcone, professora universitária, Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica e filha de Monica, Muriel Poirino, pesquisadora, e os instrutores de mergulho Gianluca Benedetti e Federico Gualtieri entraram na água, havia um alerta amarelo de mau tempo. Deviam ter regressado a “Duke of York”, pelo meio dia, mas não havia sinal deles. Quase duas horas depois foram dados como desaparecidos. Uma das hipóteses para o colapso dos mergulhadores italianos é a chamada “toxicidade do oxigénio”. “É um fenómeno que pode ocorrer quando se vai muito fundo. Se a mistura na garrafa não for adequada, o oxigénio pode tornar-se tóxico”, explica Maurizio Uras, dive master e proprietário de um centro de mergulho, na Sardenha, Itália. De acordo com o especialista, para além dos limites estabelecidos para o mergulho normal, é necessário utilizar misturas especiais, reduzindo o oxigénio e o azoto e aumentando outros gases, como o hélio. Caso contrário, os mergulhadores arriscam-se a ter cãibras, sofrimento muscular e problemas cardíacos. Mas não são as únicas hipóteses. Há, contudo, um elemento ‘estranho’ neste acidente: o facto de os cinco mergulhadores se terem sentido mal ao mesmo tempo.

Espera-se que a investigação ao caso seja aberta e traga respostas. Até lá, ninguém sabe ao certo o que aconteceu no fundo do mar.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8