Donald Trump admite 240 mil mortes por coronavírus nos EUA
Presidente avisa que as próximas duas semanas serão "muito difíceis" para a América.
Depois de quase dois meses a desvalorizar a ameaça do coronavírus, o presidente norte-americano Donald Trump admite agora que a América enfrenta um desafio "como nunca enfrentou".
"As próximas duas semanas vão ser muito difíceis e muito dolorosas", avisou Trump, que admitiu que, mesmo que os americanos cumpram as medidas de contenção e isolamento social, o país poderá ter "entre 100 mil a 240 mil mortos".
O presidente tentou ainda explicar a sua relutância inicial em admitir a ameaça, afirmando que "na altura, ninguém sabia o quão contagioso isto era". "Não é como a gripe, é muito mais agressivo", reconheceu. Os EUA são já o principal epicentro da doença a nível mundial, com mais de 200 mil casos e quatro mil mortes.
O vice-presidente Mike Pence disse esta quarta-feira que a curva de contágio nos EUA "é muito semelhante" à italiana.
PORMENORES
Espanha passa os 100 mil
Espanha passou esta quarta-feira os 100 mil casos confirmados de Covid-19 (102 136) e bateu pelo segundo dia consecutivo o recorde diário de mortes, com 864 óbitos no espaço de 24 horas.
Menos mortes em Itália
O número de mortes em Itália desceu esta quarta-feira para 727, menos 110 que na véspera, mas o número de novos casos voltou a subir, passando de 4053 para 4782. O número total de casos confirmados desde o início da epidemia é agora de 110 574.
França a subir
A França registou esta quarta-feira 509 mortes, um novo recorde diário. O país tem até agora um total de 4032 mortes e 56 989 casos confirmados. A região de Paris é a mais afetada, com mais de um terço das mortes.
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