Trump garante que EUA vão "liderar a Venezuela até que seja possível haver uma transição justa, correta e equilibrada"

Venezuela ignorou várias ofertas dos Estados Unidos para chegar a um acordo antes da operação militar dos EUA, segundo o governo norte-americano.

Atualizado a 03 de janeiro de 2026 às 18:41
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O presidente norte-americano, Donald Trump, falou ao mundo após ter avançado com uma incursão militar na capital da Venezuela e de capturar o líder Nicolás Maduro, assim como a esposa.

O líder norte-americano asseverou que a Venezuela "sabia" da incursão, que estava preparada, que os americanos têm o melhor equipamento do mundo, e que nenhum americano foi morto. "Vamos gerir a Venezuela até que seja possível haver uma transição justa, correta e equilibrada", disse.   

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"Ele [Nicolás Maduro] chefiava vários carteis, um deles inundou o nosso país" afirmou, acrescentando que "muitos americanos morreram por causa dessas drogas". 

Trump garantiu ainda que Nicolás Maduro e a mulher vão enfrentar a justiça norte-americana e assumiu que os EUA agora são "mais respeitados". "Vão enfrentar a justiça americana num tribunal justo e depois será tomada uma decisão onde ficarão entre Nova Iorque, Miami, ou Flórida", referiu. 

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"Não podemos correr o risco de que terceiros ocupem a Venezuela. Estamos prontos para fazer um segundo ataque ainda maior, se for preciso", afirmou.

Segundo Trump, "o regime de Nicolás Maduro na Venezuela esvaziou as prisões e mando essas pessoas para os EUA". "As cadeias, os hospícios e todas as instalações mentais, foram traficantes que vieram para os EUA", garantiu.

Em conferência de imprensa, o líder norte-americano agradeceu à guarda nacional e às forças policiais pelo seu trabalho. Começou por dizer que "as forças armadas realizaram uma missão extraordinária na Venezuela. Um assalto espetacular, um assalto como nunca antes visto desde a Segunda Guerra Mundial".

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"Estava escuro, as luzes de Caracas foram desligadas devido a certos conhecimentos técnicos que nós temos", referiu.

Pete Hegseth, secretário da Defesa dos EUA, referiu que a incursão começou a ser preparada há meses e asseverou que este ataque "serve de aviso para todos os que ameaçam a paz e a estabilidade".

Dan Caine, Chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, fez uma pequena descrição da operação, mas sem grandes detalhes para não "comprometer a segurança". O general explicou que estiveram envolvidas centenas de aeronaves e milhares de horas de experiência, numa operação que começou a ser preparada há meses.

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Para capturar Maduro, houve um helicóptero que voou a baixa altitude e entrou no complexo do presidente venezuelano. Houve uma troca de tiros, mas o helicóptero não foi abatido, apesar de ter sido atingido.

Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, também prestou breves declarações e reforçou a ilegitimidade do governo de Nicolás Maduro. 

O ataque levou a várias reações por parte dos líderes internacionais, sendo que o líder dos EUA classificou de "fracas e estúpidas" algumas das pessoas que proferiram críticas à operação. 

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Antes da conferência de imprensa o presidente dos EUA, Donald Trump, referiu ter estado a acompanhar a operação de Mar-a-Lago, na Flórida. "Ninguém mais conseguiria fazer algo parecido", disse o líder norte-americano em entrevista à Fox News. "Foi simplesmente incrível o trabalho que fizeram", acrescentou. Trump confirmou não terem existido baixas norte-americanas durante as operações.   

Segundo o vice-presidente norte-americano, JD Vance, a Venezuela ignorou várias ofertas dos Estados Unidos para chegar a um acordo.

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O presidente da Venezuela Nicolás Maduro e a sua esposa estão a bordo do navio de guerra americano Iwo Jima.

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