Donald Tusk: “Cansaço não justifica apressar o Brexit”
Presidente do Conselho Europeu foi acusado de “envenenar” as eleições europeias.
O presidente do Conselho Europeu reagiu às críticas de deputados europeus que o acusam de "envenenar" as eleições europeias de maio, ao permitir a participação do Reino Unido.
Donald Tusk frisou que "enquanto pertencer à UE", a participação nas eleições "é um direito e uma obrigação" do Reino Unido e disse ainda, sobre o adiamento do Brexit para o final de outubro, que "o cansaço [com o impasse do processo] não pode servir de desculpa para apressar as coisas".
Tusk respondeu assim a críticas duras de deputados europeus, entre os quais o coordenador do Brexit, Guy Verhofstadt, que acusou o presidente do Conselho Europeu de, ao dar mais seis meses à PM britânica, Theresa May, estar apenas "a esgotar prazos" e a atrasar um processo que, de acordo com o calendário legal, deveria ter terminado no dia 29 de março.
Pouco antes de Verhofstadt, o deputado eurocético britânico Nigel Farage (um dos principais responsáveis pelo referendo que ditou o Brexit) classificou o adiamento alargado "uma traição" e garantiu que isso o tinha decidido a regressar à luta política ativa, agora na liderança do Partido do Brexit, que lançou na semana passada para disputar as europeias.
‘Change UK’ formaliza registo para ir às eleições
O partido é pró-União Europeia e tem a designação de ‘Change UK - The Independent Group’. É liderado por Heidi Allen e promete revelar os seus candidatos na próxima semana.
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