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União Europeia impõe condições a Theresa May para adiamento do Brexit

Líderes europeus inclinados a recusar extensão curta e forçar adiamento prolongado.

11 de abril de 2019 às 01:30

A União Europeia impôsesta quarta-feira a Theresa May uma série de condições para aceitar um novo adiamento do Brexit, incluindo o compromisso de que o governo britânico - independentemente de quem o liderar - não tentará sabotar os trabalhos e as decisões dos 27 durante esse período, cuja duração estava ainda a ser discutida à hora do fecho desta edição.

A garantia de que o Reino Unido não tentará prejudicar o processo de decisão da UE - por exemplo, através do bloqueio do orçamento comunitário ou de ameaças de veto - foi uma salvaguarda exigida pelo presidente francês. Emmanuel Macron teme que, se May abandonar a liderança do governo, o Partido Conservador escolha um eurocético para a substituir, e que este venha a usar o poder de veto do Reino Unido para entravar a ação da UE, numa espécie de vingança pela ‘humilhação’ do Brexit.

Outras das condições discutidas pela UE foram a não reabertura do Acordo do Brexit negociado em novembro e a inexistência de um membro britânico na próxima Comissão Europeia, isto no caso de o Reino Unido ser obrigado a participar nas eleições europeias de maio.

Theresa May, que no seu discurso perante o Conselho Europeu se mostrou confiante num acordo com a oposição trabalhista para aprovar o Brexit, pareceu resignada a ver a sua proposta de um adiamento curto, até 30 de junho, ser rejeitada pelos 27, ao afirmar que "o importante é que a extensão permita ao Reino Unido sair da UE assim que o Parlamento britânico aprovar o acordo".

Essa condição foi aceite pelos líderes da UE, que esta quarta-feira à noite estavam reunidos sem a primeira-ministra britânica para discutir a duração e condições efetivas do adiamento, cuja aprovação não parecia estar em dúvida, evitando assim uma saída sem acordo do Reino Unido já na sexta-feira.

PORMENORES

Negociações inconclusivas

As negociações entre o governo britânico e a oposição trabalhista para tentar chegar a um consenso sobre o acordo do Brexit continuam num impasse. Fonte trabalhista garantiu ontem que o governo "não fez qualquer concessão" nem alterou as suas ‘linhas vermelhas’, o que torna impossível um acordo.

Britânicos em Portugal

O número de britânicos residentes em Portugal aumentou 36,7% desde o referendo do Brexit, em 2016, para cerca de 26 500 pessoas, revelou ontem o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

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