E se a vida voltar ao normal para todos menos para os idosos e vulneráveis?

Académicos e cientistas defendem regresso à normalidade e apostam na imunidade coletiva para combater a pandemia de Covid-19.

07 de outubro de 2020 às 10:06
Coronavírus xxx Foto: Reuters
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A luta contra a pandemia de Covid-19 parece não ter fim à vista. No entanto, académicos e cientistas relevantes em todo o Mundo, especialmente no Reino Unido, defendem agora o regresso à normalidade para os menos vulneráveis aos efeitos do coronavírus. A ideia dos especialistas é promover o retomar da vida normal para todos menos para os mais vulneráveis e idosos.

A medida de anti-bloqueio já está a ser apoiada por mais de 4000 cientistas importantes um pouco por todo o Mundo. A declaração já regista cerca de 40 mil assinaturas no total e conta com o apoio de académicos e do milhares de pessoas, avança o Mirror

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A aposta dos acvadémicos passa por uma abordagem de imunidade coletiva para combater a pandemia de Covid-19, ao mesmo tempo em que se protegem os idosos e os mais vulneráveis ao vírus.

Entre os signatários desta declaração estão académicos de Oxford, Londres ou Cambridge, no Reino Unido. Mas a declaração contraria as afirmações de um dos líderes do do SNS em Inglaterra, Simon Stevens, que disse que obrigar os maiores de 65 anos para usar máscara de modo a retardar a transmissão da Covid-19 seria um 'apartheid baseado na idade'.

Um outro especialista afirma que esta declaração ignora as últimas evidências que apontam para as consequências a longo prazo do novo coronavírus, segundo a qual milhares de doentes e jovens ficaram com sintomas debilitantes vários meses após contraírem o vírus.

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Entre outras coisas, esta declaração defende o regresso imediado das escolas e universidades. O regresso das atividades extracurriculares, como os desportos. E a reabertura das artes, múscia, desporto e outras atividades culturais.

OMS anuncia que vacina contra a Covid-19 deve chegar até ao final de 2020

Por outro lado, a vacina continua a ser a grande esperança para o Mundo no combate à pandemia de Covid-19. Tedros Adhanom Ghebreyesus, presidente da Organização Mundial de Saúde (OMS), anunciou esta terça-feira que a vacina contra a Covid-19 deve chegar até ao final de 2020.O programa Covax, liderado pela OMS e que conta com a adesão de 168 países, tem agora nove vacinas experimentais em preparação que irão permitir a distribuição de dois biliões de vacinas contra a Covid-19 até ao final de 2021.

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"Vamos precisar de vacinas e há esperança de que até o final deste ano possamos ter uma vacina", disse Ghebreyesus numa reunião de executivos da OMS.

O programa Covax, liderado pela OMS e que conta com a adesão de 168 países, tem agora nove vacinas experimentais em preparação que irão permitir a distribuição de dois biliões de vacinas contra a Covid-19 até ao final de 2021.

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