"Ele disse "boa noite" à minha professora e atingiu-a na cabeça": relato de uma sobrevivente do massacre do Texas

Miah Cerrillo cobriu-se de sangue e fingiu estar morta.

08 de junho de 2022 às 19:34
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Miah Cerrillo, de 11 anos, sobrevivente do massacre na escola primária do Estado norte-americano do Texas, pediu esta quarta-feira segurança ao Congresso, descrevendo o pesadelo daquele dia em que fingiu estar morta, cobrindo-se com sangue de um amigo.

A menina interveio via vídeo numa comissão da Câmara dos Representantes do Congresso dos Estados Unidos, perante a qual testemunharam outras vítimas do massacre na escola de Uvalde, em que morreram 19 alunos e duas professoras, bem como vítimas do ataque racista ocorrido num supermercado de Buffalo, no Estado de Nova Iorque, onde um atirador branco abriu fogo matando dez pessoas afro-norte-americanas.

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No vídeo, Miah Cerrillo explicou que estava a ver um filme com outros colegas quando uma das suas professoras recebeu uma mensagem de correio eletrónico e se apressou a fechar à chave a porta da sala, ao mesmo tempo que pedia aos alunos que se escondessem atrás das mochilas e da sua secretária.

"Ele disse "boa noite" à minha professora e atingiu-a na cabeça", disse a aluna de 11 anos. "E então ele atingiu os meus colegas e o quadro branco", acrescentou. "Ele atirou no meu amigo, que estava ao meu lado, e pensei que ele ia voltar para a sala. Peguei no sangue e espalhei-o todo em mim."

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