Empregada manda cremar corpo de idosa morta com Covid-19 e ocupa casa sem conhecimento da família

Pilar, de 75 anos, vivia sozinha em Leganés, Espanha. As filhas só souberam da morte da mãe já depois da cremação.

09 de setembro de 2020 às 20:47
Idosa xxx Foto: Getty Images
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Pilar, de 75 anos, vivia sozinha na sua casa em Leganés, Espanha. Em março deste ano, a idosa acabou por morrer, alegadamente de coronavírus. A vítima foi cremada sem consentimento da família por Rosa, a empregada peruana de 33 anos, que ocupa agora a casa da vítima, segundo revela o jornal espanhol El Mundo.

A empregada procedeu à cremação do corpo da idosa sem consentimento das filhas, que não foram inclusive informadas do falecimento da mãe.

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"Gostava de saber o que é que se passou com a minha mãe. Naquela altura também tive coronavírus e fiquei hospitalizada durante 30 dias. Quando soubemos da morte, já tinha sido cremada", recordou uma das filhas, Rosana, ao jornal espanhol.

Rosa começou a acompanhar a idosa em meados de fevereiro deste ano, ao fazer turnos de duas horas. A empregada, que trabalhava de segunda a sexta-feira, descobriu a idosa já sem vida num sábado, "mas não ligou para o 112".

Pilar manteve o contacto com a mãe, mesmo quando teve de ser internada. Foi nessa altura que foi informada da morte da mãe. "Não sabemos o que é que aconteceu porque no registo de óbito indica que, em princípio, morreu de coronavírus". 

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A filha garantiu que a empregada assinou contratos de luz e água da casa dez dias antes da morte de Pilar e através de uma suposta procuração assinada pela septuagenária.

"A minha mãe era muito desconfiada, não acredito que ela fosse capaz de assinar aquela procuração. A minha mãe nem lhe deu as chaves de casa quando a contratou. Não sabemos como é que ela tinha as chaves da casa e o motivo pelo qual foi encontrada morta", afirmou Rosana.

A filha acabou por contratar uma empresa, a Desokupa - especializada em processos judiciais de ocupação de casas - para recuperar a habitação. Rosa espera agora que seja feita justiça com a condenação da empregada a vários crimes, entre eles "homicídio, furto, apropriação indevida do espaço, usurpação de documentos e fraude".

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A peruana foi já ouvida pela polícia espanhola, que investiga agora o caso, assim como os responsáveis pela agência funerária que procederam à cremação sem a autorização por parte da família. As primeiras conclusões indicam que a empregada informou a agência funerária de que Pilar não tinha família e apresentou a autorização para a cremação.

O funcionário da agência funerária confirmou o serviço, acrescentando que recebeu todos os documentos necessários para avançar com o processo.

Rosa garante que vai fazer "de tudo para que se esclareça o que aconteceu".

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