Empresa portuguesa detida pelo grupo criminoso brasileiro PCC alvo de sanções dos EUA
Empresa é acusada de receber "fundos ilícitos gerados nos Estados Unidos e branquear esses fundos para o PCC no Brasil".
O governo norte-americano aplicou esta quarta-feira sanções à empresa portuguesa Avenidas Flutuantes, duas empresas brasileiras e pessoas com elas relacionadas por ligações "ao maior grupo criminoso da América Latina", o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo.
"O PCC representa uma ameaça significativa à segurança nacional dos EUA, uma vez que os seus membros em todo o território dos Estados Unidos, particularmente na Flórida, branqueiam rendimentos provenientes do tráfico de droga e contribuem para um ciclo de criminalidade", lê-se no comunicado divulgado pelo Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA, semelhante ao ministério das Finanças nos governos europeus.
No texto, anuncia que sancionou a Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, uma empresa de transportes e armazenagem com sede em Setúbal, que terá como dono Victor Henrique de Oliveira Shimada, residente em São Paulo, acusado de receber "fundos ilícitos gerados nos Estados Unidos e branquear esses fundos para o PCC no Brasil".
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