Enfermeiro sem cadastro: quem era Alex Pretti, o norte-americano morto em Minneapolis por agentes do ICE
É a segunda pessoa a morrer no espaço de poucas semanas nos EUA por ação da autoridade de imigração norte-americana.
Um enfermeiro de profissão sem qualquer registo criminal: nas últimas horas, foram divulgados novos detalhes acerca da identidade de Alex Pretti, o cidadão norte-americano morto a tiro este sábado por agentes da imigração do ICE.
De acordo com o The New York Times, Pretti, de 37 anos, trabalhava nos cuidados intensivos de um hospital de veteranos de guerra de Mineápolis, cidade que nas últimas semanas tem sido palco de violentas intervenções por parte das forças de imigração, e que têm cada vez mais sido recebidos com protestos por parte dos cidadãos.
Natural de Green Bay, no Wisconsin, estaria estabelecido em Minneapolis há vários anos, tendo completado os estudos superiores na Universidade do Minnesota.
Os pais de Pretti, que atualmente residem no Colorado, já reagiram à morte do filho. “Tivemos uma conversa com ele há cerca de duas semanas", relatou Michael Pretti, o pai, à Associated Press. "[Dissémos que] ele podiar protestar, mas sem se envolver, sem fazer asneiras, basicamente. E ele disse que sabia disso. Ele sabia."
Registos públicos indicam que a vítima mortal da manifestação deste sábado vivia num apartamento a poucos minutos do local onde perdeu a vida. "Era um bom colega e um bom amigo", referiu ao Times um médico da unidade hospitalar onde Pretti trabalhava. Uma vizinha também se manifestou chocada pela morte: "Falávamos a toda a hora. É a pessoa mais simpática, bondosa, inofensiva e não-violenta que alguém podia conhecer".
Novos vídeos contradizem tese de auto-defesa do agente do ICE
A morte, a segunda no espaço de poucas semanas no Mineápolis, voltou a chocar o país e a gerar um coro de críticas às violência das políticas anti-imigração da administração Trump.
Entretanto, novos vídeos foram divulgados que contradizem o relato das forças de segurança e dos responsáveis federais, como a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, que afirmaram que Pretti teria uma arma na mão e que os disparos do agente teriam sido efetuados em auto-defesa.
As imagens mais recentes mostram que o enfermeiro segurava um telemóvel, e que os tiros fatais terão sido disparados após os agentes do ICE o terem imobilizado e removido a arma que este trazia no bolso (registos públicos indicam que Pretti tinha licença de porte de arma).
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt