Equipa suspeitou que veias de Christa Pike tinham rebentado durante execução falhada
Foram utilizadas cerca de dez agulhas e feitas várias tentativas para colocar duas linhas intravenosas nos braços da mulher.
A equipa responsável pela execução de Christa Pike, de 50 anos, no Tennessee, Estados Unidos, suspeitou que algumas das veias da condenada tivessem rebentado antes da administração da injeção letal, segundo um documento judicial apresentado pela defesa.
De acordo com o advogado Randy Spivey, citado pela Associated Press, foram utilizadas cerca de dez agulhas e feitas várias tentativas para colocar duas linhas intravenosas nos braços da mulher. Durante o procedimento, um dos profissionais alertou para a possibilidade de uma veia ter rebentado. Mais tarde, Christa Pike queixou-se de dores e ardor no braço: "Sinto que o meu braço está prestes a rebentar. Está a arder", terá dito.
A equipa começou a tentar colocar as duas linhas intravenosas exigidas pelo protocolo do Tennessee às 18h34. A linha no braço direito foi colocada em cerca de seis minutos. No entanto, a equipa demorou quase uma hora a conseguir o mesmo no braço esquerdo. Depois de várias tentativas noutro ponto do braço esquerdo, uma agulha foi retirada aparentemente muito dobrada. Um dos profissionais terá então afirmado: "Acho que rebentou".
A tentativa de execução ocorreu a 30 de setembro. A condenada sobreviveu a duas doses de pentobarbital e foi hospitalizada, tendo ficado ligada a um ventilador durante vários dias. Acabou por recuperar e regressou à prisão após receber alta médica.
Pike foi condenada à morte pelo homicídio de Colleen Slemmer, uma colega de turma que torturou e matou em 1995, quando tinha 18 anos. O caso está a levantar novas questões sobre os procedimentos de injeção letal no Tennessee, cujo protocolo prevê uma segunda dose caso a primeira não provoque a morte, mas não esclarece como proceder se a pessoa sobreviver também à segunda.
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