Equipas do Mundial não vão usar braçadeira em apoio aos direitos LGBT depois de ameaças da FIFA

Jogadores que utilizem a braçadeira arriscam-se a receber um cartão amarelo.

21 de novembro de 2022 às 10:48
Braçadeira LGBTI Foto: Reuters
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Os capitães das seleções da Alemanha, Inglaterra, País de Gales, Suiça, Países Baixos, Dinamarca e Bélgica já não vão usar a braçadeira arco-iris, de apoio ao direitos LGBT. 

A decisão surge após a FIFA ter ameaçado as equipas com uma ação disciplinar. "A FIFA tem sido muito clara em impor sanções desportivas se os nossos capitães usarem as braçadeiras no campo", pode ler-se no comunicado da Federação Internacional de Futebol. De acordo com as regras da FIFA, os jogadores que utilizem a braçadeira arriscam-se a receber um cartão amarelo, avança a NDTV Sports. Se esse jogador recebesse um segundo cartão amarelo, seria expulso.

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"Como federações nacionais, não podemos colocar os nossos jogadores numa posição em que possam enfrentar sanções desportivas, incluindo cartões amarelos, pelo que pedimos aos capitães que não usem as braçadeiras nos jogos do Campeonato Mundial da FIFA", disseram as federações de Inglaterra, País de Gales, Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Holanda e Suíça.

"Não se quer que o capitão comece a partida com um cartão amarelo". É por isso que é com um coração pesado que nós, como grupo de trabalho da UEFA ... e como equipa, tivemos de decidir abandonar o nosso plano", afirmou a associação de futebol holandesa KNVB numa declaração, citada pela Reuters

Segundo as regras da Federação, o equipamento da equipa não deve ter quaisquer slogans, declarações ou imagens políticas, religiosas ou pessoais, e durante as competições finais da FIFA, o capitão de cada equipa "deve usar a braçadeira de capitão fornecida pela FIFA".

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O País de Gales afirmou que os países envolvidos estavam preparados para pagar multas que normalmente se aplicam a infrações aos regulamentos, mas garantem que as sanções desportivas tinham ido longe demais.

Os capitães dos nove países  tinham planeado usar a braçadeira com as cores da comunidade LGBT como forma de promover a diversidade e a inclusão, no âmbito iniciativa 'One Love'.

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