Esperou no terminal durante um ano

Um homem viveu sem nacionalidade durante mais de um ano num terminal do aeroporto internacional de Nairobi, Quénia, reivindicando nacionalidade inglesa depois de ter abdicado do estatuto de cidadão queniano. A teimosia recompensou-o.

01 de julho de 2005 às 15:58
Esperou no terminal durante um ano Foto: reuters
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É uma história real à semelhança do argumento do filme "Terminal" (2004), no qual Tom Hanks interpreta um cidadão de um país do Leste europeu que chega ao aeroporto de Nova Iorque quando rompe uma guerra civil no seu país e lhe vê negada a entrada nos EUA.

O argumento do filme é inspirado na história real de um iraniano que viveu 16 anos no Aeroporto Charles de Gaulle. Mas, pelos vistos, não é caso único.

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Sanjai Shah, 43 anos de idade, decidiu no ano passado refazer a sua vida. Obteve um passaporte que o identifica como cidadão britânico do Ultramar, uma vez que nasceu no Quénia quando o país ainda era colónia britânica, e partiu para Londres.

Seguiu viagem confiante e já sem nacionalidade queniana, uma vez que a lei no Quénia impede a dupla nacionalidade. Shah fez uma opção consciente e legal mas, uma vez chegado a Londres, as autoridades britânicas impediram a entrada no país. Shah foi deportado como "imigrante proibido". Mas também já não era (nem é) queniano, pelo que optou por permanecer no aeroporto em Nairobi... até agora.

Esta sexta-feira, as autoridades britânicas anunciaram que vão conceder a nacionalidade inglesa a Sanjai Shah, numa cerimónia a realizar a 12 de Julho. Shah não vai correr riscos. Não vai sair do terminal até essa data. Depois, finalmente, tentará refazer a sua vida em Inglaterra, para depois chamar para junto de si a mulher e o filho de 15 anos, de quem tem estado separado há um ano.

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