Estónia redireciona gastos militares de veículos blindados para drones
Ministro da Defesa indicou que o Governo do país báltico decidiu, numa reunião realizada hoje, abandonar os planos de compra destes novos veículos blindados de combate com entregas previstas para 2029 e 2030.
A Estónia vai utilizar 500 milhões de euros originalmente destinados a novos veículos blindados de combate para modernizar os blindados já existentes e reforçar as suas capacidades de guerra com drones e defesa antidrone, anunciou esta quarta-feira o Governo.
"Aprendemos algo novo todos os dias com a guerra na Ucrânia, e estas lições, juntamente com várias análises de mercado e recomendações militares, levaram-nos à decisão de suspender a aquisição de novos veículos de combate, cujo custo total do programa ultrapassou os 500 milhões de euros", afirmou o Ministro da Defesa da Estónia, Hanno Pevkur.
O ministro da Defesa indicou que o Governo do país báltico decidiu, numa reunião realizada hoje, abandonar os planos de compra destes novos veículos blindados de combate com entregas previstas para 2029 e 2030.
Em vez disso, as Forças Armadas da Estónia vão modernizar a sua atual frota de veículos de combate CV 90, de fabrico sueco, e aumentar as despesas com drones, defesa antidrone e as chamadas medidas "antimobilidade", destinadas a impedir ou dificultar a entrada de forças hostis em território estónio.
Relativamente à evolução da guerra na Ucrânia, Pevkur observou que o papel dos equipamentos pesados, como os veículos blindados de combate e os tanques, está a diminuir no campo de batalha.
A Ucrânia desenvolveu drones, alguns com menos de 1.000 euros, capazes de danificar ou destruir tanques russos e outros equipamentos que custam dezenas de milhões.
Entretanto, a Estónia considerou que o CV 90, ou Veículo de Combate 90, do qual possui cerca de quarenta unidades, comprovou a sua eficácia nos combates na Ucrânia.
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