Ethiopian Airlines amplia cancelamento de voos devido ao conflito no Médio Oriente

No passado sábado, a Ethiopian Airlines anunciou que, "devido à atual situação de segurança no Médio Oriente", os seus voos para Amã, Tel Aviv, Dammam e Beirute ficavam cancelados.

02 de março de 2026 às 10:56
Ethiopian Airlines Foto: CMTV
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A maior companhia aérea de África, a Ethiopian Airlines, anunciou esta segunda-feira a ampliação do cancelamento de voos para destinos do Médio Oriente devido ao conflito na região, após o ataque militar que os EUA e Israel lançaram contra o Irão.

"Devido ao encerramento do espaço aéreo em vários países do Médio Oriente, a Ethiopian Airlines cancelou os seus voos com origem ou destino em Amã, Beirute, Barém, Telavive, Doha, Kuwait, Dubai, Sharjah, Abu Dhabi e Dammam até novo aviso", afirmou a companhia de bandeira etíope em comunicado.

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Aos passageiros afetados pelos cancelamentos, a empresa ofereceu três opções: realocação para uma nova data de viagem assim que as operações forem retomadas, voos para destinos próximos ou reembolso completo do bilhete não utilizado.

"Continuamos a monitorizar de perto a situação e tomaremos todas as medidas necessárias para garantir a segurança e o conforto dos nossos passageiros e tripulação. Pedimos desculpa sinceramente pelos incómodos causados e agradecemos a sua compreensão", lê-se no comunicado.

No passado sábado, a Ethiopian Airlines anunciou que, "devido à atual situação de segurança no Médio Oriente", os seus voos para Amã, Tel Aviv, Dammam e Beirute ficavam cancelados.

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Após o ataque coordenado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão neste sábado, Teerão respondeu com ataques contra o Estado hebreu e alguns dos países vizinhos como a Jordânia, Arábia Saudita, Qatar, Barém, Emirados Árabes Unidos e Iraque.

Estes ataques provocaram o fecho do espaço aéreo nesta zona, onde se encontram alguns dos centros logísticos aeroportuários mais importantes do mundo.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

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O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.

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Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.

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