"Eu não poria as mãos no fogo por Temer"

Sucessor de Dilma nomeou diretores condenados por corrupção.

"Eu não poria as mãos no fogo por Temer" Foto: Carlos Villalba/EPA
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Líder no Senado do governo Dilma–Temer até novembro, quando foi preso por tentar obstruir as investigações sobre desvios na Petrobras, o ex-senador Delcídio Amaral afirmou que não poria as mãos no fogo para garantir o não envolvimento do atual presidente em exercício. Amaral lembra que Temer nomeou para a Petrobras diretores posteriormente condenados por desvios.Além de Temer, citado várias vezes mas que não é investigado, os principais líderes do partido são acusados pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, de envolvimento na fraude, entre eles Eduardo Cunha, presidente afastado da Câmara dos Deputados, Renan Calheiros, presidente do Senado, e Romero Jucá, novo ministro do Planeamento e homem-forte de Temer no governo.

"Quando se nomeia alguém, não quer dizer que se nomeia para roubar. Mas não posso colocar as mãos no fogo por ele [Temer] e vejo com preocupação o que pode vir por aí", afirmou Delcídio, citando, entre outras, a denúncia de um empresário que diz ter dado ao atual presidente luvas de 250 mil euros para ‘agradecer’ um contrato de 42 milhões com outra empresa pública sobre a qual Temer tinha influência.

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Tendo o mandato anulado dia 10 num processo sumário após insinuar que vários senadores se beneficiaram com os desvios, Delcídio afirma que o PMDB, de que Temer é presidente há 15 anos, teve "papel proeminente" na corrupção na Petrobras.

Além de Temer, citado várias vezes mas que não é investigado, os principais líderes do partido são acusados pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, de envolvimento na fraude, entre eles Eduardo Cunha, presidente afastado da Câmara dos Deputados, Renan Calheiros, presidente do Senado, e Romero Jucá, novo ministro do Planeamento e homem-forte de Temer no governo.

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