"Eu não poria as mãos no fogo por Temer"
Sucessor de Dilma nomeou diretores condenados por corrupção.
Líder no Senado do governo Dilma–Temer até novembro, quando foi preso por tentar obstruir as investigações sobre desvios na Petrobras, o ex-senador Delcídio Amaral afirmou que não poria as mãos no fogo para garantir o não envolvimento do atual presidente em exercício. Amaral lembra que Temer nomeou para a Petrobras diretores posteriormente condenados por desvios.Além de Temer, citado várias vezes mas que não é investigado, os principais líderes do partido são acusados pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, de envolvimento na fraude, entre eles Eduardo Cunha, presidente afastado da Câmara dos Deputados, Renan Calheiros, presidente do Senado, e Romero Jucá, novo ministro do Planeamento e homem-forte de Temer no governo.
"Quando se nomeia alguém, não quer dizer que se nomeia para roubar. Mas não posso colocar as mãos no fogo por ele [Temer] e vejo com preocupação o que pode vir por aí", afirmou Delcídio, citando, entre outras, a denúncia de um empresário que diz ter dado ao atual presidente luvas de 250 mil euros para ‘agradecer’ um contrato de 42 milhões com outra empresa pública sobre a qual Temer tinha influência.
Tendo o mandato anulado dia 10 num processo sumário após insinuar que vários senadores se beneficiaram com os desvios, Delcídio afirma que o PMDB, de que Temer é presidente há 15 anos, teve "papel proeminente" na corrupção na Petrobras.
Além de Temer, citado várias vezes mas que não é investigado, os principais líderes do partido são acusados pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, de envolvimento na fraude, entre eles Eduardo Cunha, presidente afastado da Câmara dos Deputados, Renan Calheiros, presidente do Senado, e Romero Jucá, novo ministro do Planeamento e homem-forte de Temer no governo.
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