Dos 23 empossados, 11 já ocuparam cargos noutros governos.
O novo governo do novo presidente do Brasil, Michel Temer, empossado sob as bandeiras da competência e da ética, tem poucas caras novas e, na verdade, não inspira confiança. Dos 23 empossados, 11 foram ministros de presidentes com desempenho questionável e sete foram condenados ou são investigados.
Além do próprio Temer, citado na Lava Jato, mas não investigado, o seu ministro mais próximo, Romero Jucá, do Planeamento, é investigado nessa megafraude, tal como Eduardo Alves, do Turismo. Jedel Vieira Lima, secretário-geral da Presidência, José Serra, dos Negócios Estrangeiros, Ricardo Barros, da Saúde, Gilberto Cassab, das Comunicações, e Blairo Maggi, da Agricultura, também enfrentam denúncias.
Alguns dos ‘novos’ ministros saíram do governo Dilma para o de Temer, como Cassab, ministro das Cidades até abril, Henrique Alves, que chefiava o Turismo, e Eliseu Padilha, agora na Casa Civil, que foi ministro da Aviação Civil. Entre outros que já passaram no governo está Serra, que, com Fernando Henrique Cardoso, foi ministro da Saúde, Zeca Sarney, ministro do Ambiente, a mesma pasta que ocupou com Cardoso, Henrique Meirelles, ministro das Finanças, que foi presidente do Banco Central com Lula, além de Jucá, que, também sob Lula, foi ministro da Previdência.Apesar de o afastamento de Dilma Rousseff decretado pelo Senado ter um prazo de 180 dias, é provável que a decisão final sobre o caso se saiba antes, ilibando-a ou confirmando a destituição definitiva. Esse é, pelo menos, o desejo do presidente do Senado, Renan Calheiros, que por isso suspendeu as férias de julho, e também o do presidente do Supremo Tribunal, Ricardo Lewandowski, que quer uma decisão definitiva até setembro.
Plano económico do novo presidente
Temer anunciou a intenção de cortar gastos públicos e estimular a economia. Nos planos estão cortes de subsídios públicos não essenciais a empresas, concessionar ou privatizar o que o Estado não saiba gerir e reformar a Segurança Social e as leis laborais para estimular o emprego.
Antecipar a decisão final sobre Dilma
Apesar de o afastamento de Dilma Rousseff decretado pelo Senado ter um prazo de 180 dias, é provável que a decisão final sobre o caso se saiba antes, ilibando-a ou confirmando a destituição definitiva. Esse é, pelo menos, o desejo do presidente do Senado, Renan Calheiros, que por isso suspendeu as férias de julho, e também o do presidente do Supremo Tribunal, Ricardo Lewandowski, que quer uma decisão definitiva até setembro.
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