EUA autorizam American Airlines a abrir rotas para a Venezuela

Envoy Airlines poderá efetuar rotas entre o aeroporto de Miami e a capital venezuelana, Caracas, assim como para a cidade de Maracaibo, por um período de dois anos.

05 de março de 2026 às 00:13
American Airlines Foto: Getty Images
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O governo americano autorizou na quarta-feira a companhia aérea American Airlines a estabelecer ligações aéreas com a Venezuela através de uma das suas subsidiárias, a Envoy Airlines, segundo documentos do Departamento de Transporte.

A Envoy Airlines, que tinha apresentado o pedido a 13 de fevereiro, poderá efetuar rotas entre o aeroporto de Miami e a capital venezuelana, Caracas, assim como para a cidade de Maracaibo, por um período de dois anos, segundo os documentos do Departamento de Transporte a que a agência de notícias francesa AFP teve acesso.

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Numa nota de imprensa, a companhia aérea afirmou estar pronta para iniciar os voos, aguardando apenas "a autorização do governo e as avaliações de segurança".

"Ligamos os venezuelanos aos Estados Unidos durante mais de 30 anos e estamos prontos para retomar esta relação", declarou o diretor comercial da American Airlines, Net Pieper, citado na nota de imprensa.

Mas, para já, não há nenhuma data para o início destas ligações foi comunicado.

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A empresa precisou que irá fornecer detalhes adicionais nos próximos meses sobre as condições efetivas da retoma do serviço entre os dois países.

A American Airlines é a primeira companhia americana a ser autorizada a retomar os seus voos para a Venezuela, marcando uma nova etapa na diminuição da tensão nas relações entre os dois países desde a captura do presidente ex-Nicolás Maduro pelas forças americanas no início do ano.

Desde então, dois ministros americanos já se deslocaram a Caracas para favorecer o relançamento das indústrias petrolífera e mineira locais, um dos principais objetivos da intervenção americana, segundo Donald Trump.

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Numa visita na quarta-feira à capital venezuelana, o ministro do Interior americano, Doug Burgum, considerou que as "oportunidades de colaboração" com Caracas eram "ilimitadas" e que as empresas mineiras americanas estavam "ansiosas" para começar a trabalhar na Venezuela.

Desde a captura de Maduro, Washington assumiu o controlo da comercialização do crude venezuelano e pressionou Caracas a reformar a sua lei sobre os hidrocarbonetos a fim de permitir uma maior participação do setor petrolífero privado.

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