EUA cedem a exigência do Irão para salvar negociações
Teerão exigiu mudar encontro desta sexta-feira para Omã e limitar a agenda ao programa nuclear.
Exigências de última hora por parte do Irão colocaram em risco as negociações com os Estados Unidos, que vão realizar-se esta sexta-feira em Omã em ambiente de grande tensão e sem grande esperança de resultados positivos.
O encontro estava inicialmente agendado para Istambul, na Turquia, com a participação de representantes de vários países da região, mas o regime de Teerão exigiu na quarta-feira que os trabalhos fossem transferidos para Muscat, no sultanato de Omã, e apenas com a presença de enviados dos EUA e do Irão, além dos mediadores locais. O Irão exigiu também limitar as discussões ao seu programa nuclear, contrariando a posição dos EUA, que pretendiam discutir também o programa de mísseis balísticos de Teerão e a recente repressão contra os manifestantes anti-regime, que terá feito mais de seis mil mortos.
Perante as exigências de última hora do Irão, os EUA chegaram a equacionar abandonar as negociações, mas acabaram por aceder a participar após pedidos nesse sentido feitos por vários aliados regionais. Segundo fonte oficial da Casa Branca, depois do que se passou os EUA estão "muito céticos" sobre o sucesso das negociações, e só decidiram participar "por respeito" aos seus aliados na região.
Recorde-se que os EUA ameaçaram atacar o Irão se o Teerão recusasse negociar e, na quarta-feira à noite, quando as negociações pareciam estar à beira do colapso, Donald Trump avisou o líder do regime iraniano, o ayatollah Ali Khamenei, de que "deveria estar muito preocupado" sobre o que poderia suceder se o encontro não se realizasse.
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