EUA querem impedir operações das companhias aéreas iranianas

Secretário do Tesouro anunciou que vão impedir o acesso das duas companhias aéreas iranianas a aeroportos, ao reabastecimento de combustível e à venda de bilhetes.

28 de maio de 2026 às 15:59
Scott Bessent Foto: Mark Schiefelbein/AP
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Os Estados Unidos pretendem bloquear as operações das companhias aéreas do Irão para aumentar a pressão sobre a República Islâmica, anunciou esta quinta-feira o secretário do Tesouro norte-americano.

"Vamos impedir o acesso das duas companhias aéreas iranianas a aeroportos, ao reabastecimento de combustível e à venda de bilhetes", escreveu Scott Bessent numa mensagem publicada na rede social X.

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O secretário do Tesouro não revelou nomes nem mais pormenores.

Os Estados Unidos já tinham incluído as companhias Iran Air e Mahan Air na sua lista de organizações sancionadas, a fim de proibir as empresas e os cidadãos norte-americanos de fazerem negócios com as mesmas

O Escritório de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla inglesa), o serviço norte-americano responsável pelas sanções internacionais, sob a direção de Scott Bessent, amplia regularmente a sua lista negra relacionada com o Irão, com o objetivo de tornar a situação insustentável para o regime no poder em Teerão.

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Desta forma aplica a guerra económica paralela à ofensiva militar israelo-americana contra o Irão, que teve início a 28 de fevereiro.

Na mesma publicação, Bessent afirmou que "a Ilha de Kharg está paralisada" e que "a economia e a moeda iranianas estavam em queda livre".

"A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico do Irão (PGSA) é uma farsa, e esta quinta-feira o Tesouro impôs-lhe sanções. Alertámos todas as entidades empresariais ou estatais para que não paguem portagens nem as disfarcem como pagamentos de ajuda", acrescentou o secretário do Tesouro, em referência ao organismo do Governo iraniano criado para gerir os pedidos de passagem pelo estreito de Ormuz.

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Na quarta-feira, o Irão acusou precisamente os Estados Unidos de estarem a conduzir uma "guerra branda", que passa pela desestabilização interna, sabotagem e guerra de informação.

O Ministério das Informações iraniano disse ter informações de que o inimigo procura "intensificar a pressão económica", criar divisões entre diferentes comunidades étnicas e religiosas, e realizar operações de sabotagem, bem como outras "operações terroristas" e guerra de informação.

Num longo comunicado divulgado pela agência IRNA, os serviços secretos justificaram a mudança de estratégia dos Estados Unidos e de Israel com a derrota sofrida, na perspetiva iraniana, na guerra que iniciaram em 28 de fevereiro.

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